Rússia confirma primeiro encontro entre Putin e Kim Jong-un

Em meio a tensões entre Washington e Pyongyang, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, agendou uma visita à Rússia para um encontro com o presidente Vladimir Putin. O Kremlin confirmou, nesta quinta-feira (18), que uma reunião entre Kim e Putin ocorrerá nesta segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril, a convite de Vladimir Putin”, informou o Kremlin em comunicado.

O governo russo anunciou o encontro poucas horas depois de a Coreia do Norte ter divulgado testes de uma nova “arma tática”, capaz de transportar uma “ogiva poderosa”, e ter condicionado a continuidade do diálogo com Washington à saída do secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Mike Pompeo, da equipe de negociações.

O encontro entre Putin e Kim ocorre num momento em que Moscou busca desempenhar papel relevante nas crises globais. A Rússia amparou militarmente o regime sírio de Bashar Al Assad e, recentemente, enviou aviões de guerra ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que uma reunião entre Putin e Kim estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local.

Putin participará do fórum sobre a nova rota da seda chinesa, que será realizado em Pequim nos dias 26 e 27 de abril. Por isso, não está descartado que o presidente russo se reúna com Kim antes ou após a viagem à China.

A imprensa russa indicou que o encontro pode ocorrer no campus da Universidade Federal do Extremo Oriente (UFLO), na ilha Russki, ao sul de Vladivostok, onde as aulas nos dias 24 e 25 de abril teriam sido canceladas devido a uma “visita de delegações oficiais”.

Nas últimas semanas, aumentou a expectativa em relação à que seria a primeira cúpula entre os líderes russo e norte-coreano, por causa das viagens recíprocas de funcionários do alto escalão dos dois países, após o fracasso do encontro em Hanói sobre desnuclearização, entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

O chefe de gabinete de Kim e encarregado da logística de suas viagens ao exterior, Kim Chang-son, viajou a Moscou e a Vladivostok entre 19 e 25 de março. Além disso, ele foi visto nos últimos dias inspecionando as medidas de segurança da Estação Ferroviária de Vladivostok, segundo um funcionário citado pela agência russa Ria Novosti.

Por sua vez, o ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, visitou Pyongyang há duas semanas.

Esta seria a primeira viagem de Kim à Rússia, que tem laços relativamente fortes com Pyongyang e fornece ajuda alimentar. Seu pai, Kim Jong-il, visitou o país em 2001, 2002 e 2011, e nas três ocasiões viajou em seu trem blindado.

(Diário do poder)

Paulo Guedes diz que país não pode ficar parado esperando a reforma

O Brasil não pode ficar parado esperando a aprovação da reforma da Previdência, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, após reunião, hoje (17), com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na residência oficial do Senado, em Brasília.

“Não podemos ficar parados esperando isso [reforma da Previdência]. Isso vai ser votado em 2, 3, 4 meses. E temos que continuar deflagrando as reformas”, disse Guedes.

O ministro defendeu o aperfeiçoamento do pacto federativo, para os recursos públicos serem melhor distribuídos, chegando “onde o povo está”, nos estados e municípios. “Isso vai devolver o protagonismo à classe política. O povo não vive em Brasília”, ressaltou.

Senado

O senador Alcolumbre disse que os senadores vão protagonizar o movimento pelo pacto federativo no país. “O pacto federativo tem que estar na pauta do governo e a gente sente que está. Precisamos fazer com que os recursos públicos cheguem na ponta. Esse protagonismo o Senado vai pilotar nesse período”.

Os senadores começarão a discutir o tema enquanto os deputados concentram suas atenções na reforma da Previdência.

A regulamentação do pacto federativo, que expressa as competências e obrigações de cada ente da federação, é uma demanda dos governadores. Na prática, representa uma nova repartição de recursos públicos para os estados. Alcolumbre adiantou que, a partir da próxima semana, o Senado criará grupos temáticos para “aprofundar a discussão e apresentar para a sociedade brasileira”.

Equilíbrio fiscal

O ministro Paulo Guedes disse que o governo está elaborando o plano de equilíbrio financeiro para os estados e municípios. Nesse plano, segundo o ministro, o governo estuda antecipar até R$ 6 bilhões do dinheiro que será arrecadado com o leilão da cessão onerosa do petróleo, previsto para o fim do ano.

“Desde o ano passado falo que gostaria de compartilhar esses recursos com estados e municípios. Mas só posso fazer esse movimentos se eu tiver garantia que as reformas vão ser aprovadas. Essa é a engenharia política que está em andamento”, afirmou.

No total, o plano de equilíbrio deve chegar a R$ 10 bilhões. “Estamos lançando o plano de equilíbrio financeiro, onde estamos pegando mais do que era a Lei Kandir [desoneração do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre alguns produtos destinados à exportação, com a respectiva compensação aos estados pela União] de R$ 1,9 bilhão, mais do que o fundo de exportações [Fundo de Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX)], que era de um pouco menos de R$ 2 bilhões”, disse.

Entretanto, Guedes defendeu que será preciso aprovar as reformas para que a União possa ajudar estados e municípios. “Sem as reformas, a União também está em dificuldade e é um abraço de afogados. A União vai ajudar estados e municípios como, se ela também está afogada?”, argumentou.

Para Guedes, o adiamento da votação da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça para a próxima terça-feira (23) é resultado de inexperiência de alguns parlamentares. “Tem esses pequenos desajustes que vêm até de uma relativa inexperiência. Tem um grupo chegando, tem um grupo que já estava estabelecido, conhece mais as práticas regimentais”, disse.

Para o ministro na comissão deveria ser discutida apenas a constitucionalidade da proposta, sem decisão de mérito. “A hora de fazer política não é dentro da comissão. Ali é uma análise técnica da constitucionalidade das medidas”.

(Diário do poder)

CCJ adia votação da reforma da Previdência para semana que vem

 

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), adiou para terça-feira (23) a votação do parecer do relator da reforma da Previdência, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Após reunião com líderes partidários, o relator vai analisar se irá apresentar uma complementação ao seu parecer.

A previsão era votar nesta quarta-feira o relatório sobre a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, mas a sessão foi tumultuada desde o início e chegou a ser suspensa pelo presidente do colegiado até o retorno do relator para anunciar sua decisão no início da tarde.

“O que estamos procurando trabalhar é a construção de um consenso que permita discutir um texto final que atenda aos interesses da sociedade brasileira sem que haja uma desidratação no texto proposto pelo governo. Estamos estudando ainda. São 13 relatórios em apartado que foram feitos”, disse Freitas.

O relator acrescentou que deve levar em consideração todas essas questões em uma eventual complementação de voto. “Não estou admitindo que vai ter uma alteração. Vamos sentar com todos os líderes partidários para construir algo que verdadeiramente busque um consenso.”

Para o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), o parecer do relator não está pronto para ser votado na CCJ. “É um texto muito cruel com a maioria da população brasileira. Ou o governo muda o texto, ou ele será derrotado na CCJ”,

(Diário do poder)

Deputado discursa para o plenário vazio de parlamentares, nesta quarta

 

Considerado um dos deputados mais assíduos do plenário da Câmara, o deputado Dr. Luiz Ovando (PSL -MS) ocupou a principal tribuna para fazer importante pronunciamento, na tarde desta quarta-feira (17), sobre saúde pública. Na condição de especialista, Ovando tinha muito a dizer sobre o assunto, mas o problema foi a quem dizer: o plenário da Câmara estava deserto.

Ovando fez uma análise do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), voltado para profissionais formados em outros países. Médico cardiologista e geriatra clínico, ele tem larga experiência profissional e também como gestor.

O plenário estava totalmente vazio de deputados porque eles “vazaram” de Brasília para curtir o feriadão da Semana Santa, todos usando os créditos de passagens aéreas, inclusive para familiares.

(Diário do poder)

Rememorando a Semana Santa

 

Padre João Medeiros Filho

Acertadamente, chamamos esta semana de santa. Inicia com o Domingo de Ramos, denominado assim desde os primeiros séculos da era cristã. Ramos de palmas foram jogados pelo povo nas ruas, como gesto de aplauso e reverência, quando Jesus adentrou em Jerusalém. Ele fez esse percurso, montado num jumento. Gesto insólito, mas previsto pelo profeta Zacarias: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém: eis que vem a ti o teu Rei, justo e vitorioso. Ele é simples e vem montado num jumentinho” (Zc 9, 9). A chegada solene em Jerusalém simboliza a entrada gloriosa no seu Reino, contrastando com cortejos triunfais dos poderosos, que estamos acostumados a presenciar. Cristo demonstrou, assim, despojamento e humildade, como Rei e instaurador de um novo Reino, que não se fundamenta na prepotência, na força e, muito menos, na ostentação. “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18, 36), assegurou o Mestre a Pilatos.

Chegara o momento dos seus últimos ensinamentos, os mais difíceis de serem compreendidos e aceitos, dentre eles, o sofrimento na cruz. Trata-se da Quinta-Feira Santa, data marcante para a história de nossa Redenção. Nesse dia, Jesus instituiu o Sacerdócio e a Eucaristia, na qual está latente o autor dos sacramentos. Ainda na quinta-feira, Ele pronunciou o sermão de despedida: “Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti” (Jo 17,1). À noite, começa a agonia, no Horto das Oliveiras. Ali está prefigurado todo o drama do sofrimento humano, causado pelos nossos pecados. Jesus já havia falado sobre sua paixão: O Filho do Homem deverá sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e doutores da Lei, deverá padecer e ser morto” (Lc 18, 22). Naquela noite, Ele iria assumi-la radicalmente, agregando à sua cruz todas as dores da humanidade. Depois de preso, flagelaram-no. Aconteceu, também, a coroação de espinhos, a única conhecida na história.

Amanhecia a Sexta-Feira Santa. Cristo foi posto diante de dois tribunais. Primeiramente, o Sinédrio, onde foi incriminado por “heresia” ou heterodoxia, ao se proclamar Filho de Deus. Depois, levaram-no até Pilatos que, diante da insistência do povo, o condenou, entregando-o para ser crucificado. Começava, assim, o caminho do Calvário, que terminou com a sua crucifixão. Cristo ficou pendente na cruz, do meio-dia até às quinze horas, aproximadamente. Seguiu-se a sua morte, na qual Ele manifestou todo o seu poder, entregando-se livremente ao Pai: “Nas tuas mãos, ó Pai, entrego o meu espírito” (Lc 23, 46).

Finalmente, tudo confluiu para o grito exuberante do aleluia, na madrugada do domingo. Jesus quebrou os laços da morte, porque ela não tem poder sobre o plano de Deus. Tornou-nos merecedores da Vida Nova, através do sofrimento e da perfeita doação de si mesmo. E, ressurgindo, no-la dá como garantia e início da felicidade eterna. “Vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Devemos celebrar a Ressurreição com toda a alegria que Jesus traz a seus irmãos, especialmente com sua presença na Eucaristia.

Nesta Semana, toda a caminhada que fazemos com Cristo – das trevas do pecado para a luz da vida renovada – encontra o seu sentido mais profundo. Por isso, ela é santa e requer que todos a celebrem com o máximo de respeito, piedade e amor. Deus ama todos os seus filhos, eis a verdade proclamada e vivida nesta Semana. Às vezes, somos incapazes de imaginar incomensurável doação. Quem dentre nós, está disposto a sacrificar seu filho único para salvar e dar a paz aos outros? É esse amor que vivemos e celebramos, de modo especial no Tríduo Pascal. O gesto de Cristo é oferta divina gratuita, que atinge o ser humano em profundidade, antecipando-se até mesmo à nossa capacidade de amar. Ele ama-nos independentemente de nosso amor, não porque sejamos bons e justos, mas porque Ele assim o quis e deseja nos salvar e comunicar a vida em plenitude. Veio nos libertar daquilo que nos deixa infelizes. Sua Palavra transformará em alegria nosso pranto, em certeza nossa dúvida, em paz nossa angústia! Mistério insondável do amor de Deus!

Papa Francisco pede a estudantes que deixem o vício do celular

Durante discurso para estudantes do instituto público Ennio Quirino Visconti, escola secundária clássica de Roma, o papa Francisco pediu aos jovens, neste sábado (13), no Vaticano, que se “libertem da dependência” do telefone celular, que é “como uma droga.”

“Libertai-vos da dependência do celular! Por favor!”, clamou Francisco. Ele explicou “que os telefones celulares são um grande progresso de grande ajuda, e é preciso usá-los, mas quem se transforma em escravo do telefone perde a sua liberdade”.

O papa lembrou que “o telefone celular é uma droga” que “pode reduzir a comunicação a simples contatos”.

“A vida é comunicar e não somente simples contatos”, disse Francisco, que também pediu aos estudantes que lutem contra o assédio escolar, que é como “uma guerra”, e confessou que lhe dói saber que, em muitos colégios, existe este fenômeno.

Por ocasião da visita da escola ao Vaticano, o pontífice aludiu a um ensinamento de Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, em latim: “in interiore homine habitat veritas” – “A verdade vive no interior do homem”.

Inclusão e diversidade
A escola deve educar em prol da inclusão, do respeito à diversidade e da cooperação, sublinhou o papa. Nesse contexto, o pontífice disse aos estudantes que não tenham medo “das diversidades” e lembrou que “o diálogo entre as diferentes culturas enriquece um país, enriquece a pátria, e nos faz olhar para uma terra de todos e não só para alguns”.

Outro dos conselhos do papa aos meninos e meninas do instituto romano foi que “na vida afetiva são necessárias duas dimensões: o pudor e a fidelidade”.

Francisco recomendou “amar com pudor e não descaradamente, e ser fiel”, e acrescentou que “o amor não é um jogo e é a coisa mais bela que Deus nos doou”.

Além disso, o papa aconselhou os estudantes a “nunca deixar de sonhar grande e desejar um mundo melhor para todos”.

O Liceu Ennio Quirinio Visconti foi fundado em 1871, um ano após o fim do Estado Pontifício, na sede do antigo “Collegio Romano”, no coração do centro histórico da Cidade Eterna.

(G1)

Fogo consome parte de Notre-Dame; Museu de NY recusa evento para Bolsonaro. Jornais de terça (16)

 

Os principais jornais brasileiros repercutem o incêndio que atingiu a catedral de Notre-Dame, em Paris, e devastou a obra secular. O Globo afirma que dois terços dos telhados foram destruídos, mas a estrutura principal e as obras de arte foram preservadas. O fogo se alastrou rapidamente por causa das antigas vigas de madeira localizadas na estrutura superior da catedral.

Após o incêndio, o presidente francês Emmanuel Macron prometeu que Notre-Dame será reconstruída. “Nós faremos apelo aos maiores talentos e reconstruiremos Notre-Dame, pois é o que esperam os franceses, é o que nossa História merece”, disse Macron.

A Fundação do Patrimônio da França criou uma coleta internacional de fundos para ajudar na futura reconstrução da catedral. O Globo lembra que a igreja é o monumento histórico mais visitado da Europa e recebe mais de 13 milhões de visitantes por ano.

Na primeira página, O Estado de S.Paulo destaca que o Museu Americano de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos, comunicou que não vai sediar o evento que fará uma homenagem ao presidente Jair Bolsonaro, escolhido como “personalidade do ano” pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Por meio de uma publicação no Twitter, o museu informou que o evento será realizado em outro local. “Com respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos de nossas organizações individuais, concordamos que o museu não é o local ideal para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos”, afirmou o Museu.

Segundo o Estadão, o Museu foi alvo de críticas desde a semana passada por causa do evento em homenagem a Bolsonaro. Na sexta-feira (12), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, criticou Bolsonaro e chamou o presidente brasileiro de “perigoso”.

O Globo também dá ênfase, em sua primeira página, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que o site O Antagonista e a revista digital “Crusoé” retirassem do ar uma reportagem entitulada “O amigo do amigo de meu pai”, que fazia referência ao ministro Dias Toffoli e seu possível envolvimento com Marcelo Odebrecht.

Segundo o matutino carioca, um oficial de justiça do STF entregou a cópia da decisão à revista para que a matéria fosse tirada do ar. Na determinação, Moraes disse que não se trata de censura prévia, mas de responsabilização posterior à publicação. Em nota, a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideraram a decisão um ato de censura e uma afronta à Constituição.

Em sua manchete, a Folha de S.Paulo informa que o governo propôs nesta segunda-feira (15) ao Congresso que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação em 2020. Se aprovada, a mudança acabará com o reajuste feito informalmente desde 1994, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e oficializado pelo ex-presidente Lula, considerando a inflação do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes.

A Folha lembra que a proposta atual do governo está alinhada aos pensamentos do ministro Paulo Guedes (Economia), que sempre criticou a forma atual de cálculo do reajuste. De acordo com o jornal, o texto enviado pelo governo prevê um piso de salários de R$ 1.040 a partir do mês de janeiro de 2020, que corresponde a uma correção de 4,2% referente à previsão de variação da inflação.

Até o fim do ano, o governo deve apresentar um projeto de lei que definirá a nova política de reajuste. “Governo suspende aumento real em reajuste do mínimo”, sublinha a manchete da Folha.

O Globo destaca ainda que o governo pretende anunciar nesta terça-feira (16) um pacote de medidas para evitar nova paralisação dos caminhoneiros. Segundo o matutino, entre as propostas estão a melhoria da infraestrutura de rodovias e uma linha de crédito do BNDES.

O jornal carioca aponta que o Cartão Caminhoneiro deve entrar em funcionamento em 90 dias e permitirá que o motorista compre até 500 litros de combustível antecipadamente para que seja usado conforme a necessidade do caminhoneiro.

Após reunião realizada na tarde de ontem, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa é livre para tomar suas decisões, ao comentar a suspensão do reajuste do preço do diesel, realizada após contato de Bolsonaro na última semana. “Governo anunciará crédito e obras para evitar greve de caminhoneiros”, diz a manchete do Globo.

O Estadão mostra também que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano devem sofrer queda em relação aos três meses anteriores, algo que não acontecia desde 2016. Segundo o Estadão, os bancos Fator, Bradesco e Itaú já trabalham com retração entre 0,1% e 0,2%.

O matutino lembra a divulgação dos dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) nesta segunda (15) que apontam para uma queda do PIB. O índice recuou 0,73% em fevereiro em comparação com o mês de janeiro e passou de 138,15 pontos para 137,14 pontos.

Apesar de a baixa ter ficado dentro do intervalo projetado por analistas, o Estadão afirma que os dados podem indicar a queda do PIB no primeiro trimestre, a ser divulgado em 30 de maio. “Projeções mostram PIB negativo no 1º trimestre”, informa o título principal do Estadão.

(G1)

Governo deve anunciar hoje novas medidas para o setor de transporte de carga

Dias depois da Petrobras suspender um reajuste de 5,7% no preço do óleo diesel nas refinarias a pedido do presidente, Jair Bolsonaro, o governo deve anunciar nesta terça-feira (16) novas medidas para atender o setor de transporte de cargas.

 

O assunto, inclusive, foi discutido em reunião nessa terça-feira (15) a tarde, no Palácio do Planalto, e hoje haverá uma nova conversa entre o presidente, ministros e técnicos da Petrobrás.

 

Lembrando que em maio do ano passado foi justamente a alta no preço do diesel, que levou à paralisação dos caminhoneiros, afetando a distribuição de alimentos e de combustível em todo o país.

 

Ao sair da reunião, ontem, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a decisão de suspender o reajuste do óleo diesel foi empresarial e não uma determinação do governo. E que Bolsonaro apenas alertou que o aumento poderia desencadear insatisfação dos caminhoneiros. Segundo ele, a Petrobras é “livre” e “tem vida própria” em relação ao governo.

 

Na semana passada, quando o reajuste foi suspenso, o governo informou que quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras para pensar medidas que possam minimizar o impacto dos aumentos para os caminhoneiros e negou que haja interferência na política de preços da estatal.

 

Ainda no mês passado, a Petrobras anunciou que o reajuste nas refinarias seria alterado em prazos não inferiores a 15 dias.

 

Só para o ouvinte entender, o preço na refinaria corresponde a mais da metade do preço final do diesel nas bombas. Foi anunciada, ainda, a adoção do Cartão do Caminhoneiro, para permitir a compra do combustível a preço fixo durante um período de tempo maior, pelos motoristas de carga. Mas a medida só deve valer para os postos de combustível com a bandeira BR.

(Ebc)

A disputa pela vaga de vice esquenta os bastidores da política em Parnamirim

A vaga de vice-prefeito na cidade Trampolim da Vitória movimenta integrantes da oposição e da situação. Do lado da oposição, a solução política dada no município de Rafael Godeiro, distante de Parnamirim cerca de 340 Km, pode ser dada por aqui também. O xadrez da eleição de 2020, ainda está sendo montado, as peças principais ainda não estão no tabuleiro, mas a sua organização já começou faz tempo. Veja como vem se organizando a oposição, Airene Paiva, que é um dos pensadores do grupo de Carlos Maia, não tem coragem de arriscar deixar o seu cartório para disputar a prefeitura, mas se tiver uma oportunidade de unir forças com a situação, isto é, indicar o vice, semelhante ao que foi feito em Rafael Godeiro, provavelmente será executado. Se vai surtir efeito ou não, só o tempo dirá. Um outro detalhe a ser analisado no circuito municipal é a situação de Elienai Cartaxo que na eleição passada se apresentou como a vice de todos, mas atualmente luta para manter o seu grupo e seus espaços nessa nova engenharia política parnamirinense. Até agora, só a oposição a convidou para uma conversa. O lado da situação ainda não sinalizou nada, embora esse lado agrade mais Elienai, ou talvez, seja até o seu sonho, ser vice de Taveira novamente. Ela, na verdade, na hora da decisão, escuta bastante o líder do seu seguimento religioso e o amigo Giovani Júnior, braço forte da administração do coronel, e cá entre nós, o Givani Júnior parece aspirar à cadeira de vice-prefeito, ou seja, a cadeira hora ocupada por Elienai Cartaxo, mero sonhador, uma vez que provavelmente não terá nenhuma força nessa eleição. Por outro lado, o ninho dos tucanos vem se fortalecendo e já contabiliza de quatro a cinco vereadores, abrindo um espaço para pleitear a segunda cabeça em qualquer das chapas, tanto na situação, quanto na oposição. Talvez, PSDB seja uma excelente oportunidade para quem deseja disputar a eleição na chapa majoritária. Em outro ângulo, tem-se o PSC de Abidene que entra na disputa, com um potencial resultado da última eleição, o campeão de votos, Taveira, ainda muito desgastado, mas conta com a prefeitura mais forte do RN, assiste essa disputa pela vaga de vice em sua chapa, sem muita preocupação, pensando que poderá mexer a qualquer hora e terá o mesmo sucesso da eleição passada… Aqui fica o recado, pois como diz o ditado quem avisa, amigo é: é bom ficar atento e sempre alerta na tomada de decisão.

Gastos com pessoal nos estados cresceram quase três vezes mais que o PIB

Os gastos com pessoal em 23 Unidades da Federação tiveram aumento real médio de 2,9% em 2018, na comparação com 2017. Esse resultado é quase três vezes superior ao crescimento de 1,1% verificado no Produto Interno Bruto (PIB, soma de toda a riqueza produzida pelo Brasil) no ano passado, segundo os Indicadores Ipea de Gastos com Pessoal, divulgados nesta segunda (15).

As despesas com inativos mantiveram uma trajetória crescente, alcançando uma taxa média de crescimento de 7,6% em 2018 – dez vezes mais que os gastos com ativos, que fecharam o ano em 0,7%.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a análise refere-se a 23 Unidades da Federação porque não foi possível construir indicadores com os dados disponíveis para o Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima, nem com os existentes sobre inativos no Piauí. Esse conjunto de 23 estados gastou com pessoal, em valores reais, mais de R$ 373 bilhões em 2018. O montante inclui servidores ativos e inativos.

Rondônia (22,8%) e Tocantins (17,1%) foram os estados que registraram maior crescimento nos gastos com inativos. Das 23 unidades consideradas, apenas o Rio de Janeiro e Sergipe não apresentaram aumento em 2018. Considerando apenas servidores ativos, 14 estados tiveram crescimento nos gastos: lideram a lista Ceará (12,79%) e Pará (8,52%).

Cláudio Hamilton dos Santos, um dos autores do estudo e pesquisador do Grupo de Conjuntura do Ipea, explicou que, ao se considerar os números de servidores, o crescimento dos gastos com inativos não surpreende. “Esse cenário reflete o alto número de novas aposentadorias, fenômeno que já vem ocorrendo há alguns anos.”

Na análise do quantitativo de servidores em 2018, dois estados apresentam número de inativos maior que o de ativos: Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os mineiros fecharam o ano com 283.614 inativos e 245.319 ativos. Já os gaúchos encerraram o mesmo período com 167.532 inativos e 107.906 ativos.

(Diário do poder)

Onyx Lorenzoni reúne ministros para discutir política de preços de combustíveis

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, coordena hoje (15), uma reunião para discutir a política de preços de combustíveis e o tabelamento do frete para caminhoneiros. O encontro está marcado para as 14h30.

São esperados no Palácio do Planalto os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque; da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; da Economia, Paulo Guedes; da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz, e da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto. Os presidentes do BNDES, Joaquim Levy, e da Petrobras, Roberto Castello, também deverão participar da reunião.

Na semana passada, a Petrobras havia anunciado um reajuste de 5,7% do no preço do óleo diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras e negou que haja interferência do governo na política de preços da estatal.

O presidente disse que há preocupação com o reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros. Em maio do ano passado, a alta no preço do combustível levou à paralisação da categoria, e que afetou a distribuição de alimentos e outros insumos, causando prejuízos a diversos setores produtivos.

Após a decisão de suspender o reajuste do diesel na sexta-feira (12), houve queda na bolsa de valores e desvalorização de 8,54% das ações da Petrobras. Apesar de negar que está intervindo nos preços, o mercado costuma reagir mal quando o governo interfere diretamente em uma estatal competitiva como a Petrobras.

Amanhã (16), outra reunião está agendada para tratar do assunto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

(Diário do poder)

Orçamento impositivo pode ser votado antes da reforma da Previdência, diz Presidente da CCJ

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou que a proposta que amplia o orçamento impositivo (PEC 34/19) pode ser votada na comissão nesta semana.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), em Curitiba, ele reafirmou que a reforma da Previdência (PEC 6/19) continua sendo prioridade na CCJ. A proposta é o primeiro item da pauta, e a previsão é iniciar a discussão da matéria hoje.

No entanto, se um requerimento de inversão de pauta for apresentado, Francischini disse que vai colocá-lo em votação. “O plenário da CCJ é soberano. Se aprovar [o requerimento de inversão de pauta], o primeiro item será o orçamento impositivo”, informou.

Articulação

Francischini reconheceu o esforço do governo para articular a base aliada e aprovar a reforma. “Estão fazendo trabalho de corpo a corpo, conversando individualmente com cada deputado, começando pelos integrantes da CCJ. Até a próxima terça [amanhã], deve ter mapeamento das intenções de votos. Na etapa da CCJ, acredito que já há condições para superar obstáculos”, declarou.

Ele evitou estipular um cronograma de votação devido à “instabilidade política”, mas trabalha para votar a proposta nesta semana. Francischini disse ainda que fez um apelo para que os líderes do governo e da oposição façam um acordo para evitar “obstruções desnecessárias” que atrasariam a tramitação. “Todos os líderes com quem conversei me disseram que vão se reunir no fim de semana. Minha intenção é que o trâmite seja o mais ágil possível”, afirmou.

O presidente da CCJ prevê, entretanto, uma longa discussão em torno da proposta, já que 85 deputados estão inscritos para o debate. “Após dez oradores, pode ser apresentado pedido de encerramento de discussão, mas acredito que está caminhando para todos falarem, o que pode significar mais de 20 horas de debate”, revelou.

(Diário do poder)

José Maria Marin é banido do futebol e pagará multa de R$ 3,8 milhões

O Comitê de Ética da Federação Internacional de Futebol (Fifa) considerou o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, culpado por recebimento de propina.

Com isso, ele foi banido de qualquer atividade relacionada ao futebol pelo resto de sua vida. Marin está preso nos Estados Unidos desde 2017.

Fifa também impôs uma multa de 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 3,2 milhões). Segundo a Fifa, Marin, ex-governador de São Paulo de 1982 a 1983,  foi notificado hoje (15), data a partir da qual começam a valer as sanções.

Segundo a federação, Marin se envolveu em diversos esquemas de pagamento de propina de 2012 a 2015, em relação a contratos com empresas de mídia e marketing de direitos de transmissão de eventos esportivos da CBF, da Confederação Sul-Americana (Conmebol) e da Confederação das Américas Central, do Norte e Caribe (Concacaf).

Outro ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, já tinha recebido as mesmas punições em abril de 2018, pelas mesmas irregularidades.

(Diário do poder)

PF, MP e INSS apuram entrega de dados sigilosos dos aposentados para bancos

 

Após admitir vazamento de dados sigilosos de aposentados, o INSS se juntou à Polícia Federal e ao Ministério Público para investigar o crime. A história se repete com bancos e financeiras assediando aposentados para fazer empréstimos consignados, já de posse de dados pessoais e valor do benefício recebido. A força-tarefa apura se os vazamentos são feitos por funcionários do INSS ou de bancos que pagam os benefícios. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Presidente do INSS, Renato Vieira, confirma o vazamento e alerta: ‘há acesso a aposentados que nem foram comunicados da aposentadoria’.

Em 2017, gerente-executivo do INSS afirmou ao MP que dados seriam obtidos por meio do compartilhamento entre as instituições financeiras.

Uma instrução normativa do INSS proibiu ‘oferta ativa’ de empréstimo por 180 dias a partir da aposentadoria. Na prática, não é o que ocorre.

(Diário do poder)

Tendinite no cotovelo leva o general Mourão ao Hospital das Forças Armadas

O vice-presidente Hamilton Mourão já recebeu alta do Hospital das Forças Armadas, que ele procurou na noite deste sábado (13) queixando-se de uma tendinite no cotovelo direito. Já está em casa.

A informação foi confirmada pelo jornalista André Gustavo Stumpf, um dos principais assessores do vice-presidente.

Após o retorno de sua viagem aos Estados Unidos o general Mourão se queixava da tendinite, atribuída ao fato de ele haver enfrentado temperatura muito baixa e agenda carregada, em Boston e Washington.

(Diário do poder)