
O ex-prefeito Rivelino Câmara parece tratar o cenário político como algo simples, como se “bico fosse babado”. Pré-candidato, ele tem atuado de forma incisiva — para muitos, até sufocante — sobre Ednardo Moura, numa tentativa de se manter relevante a qualquer custo no jogo político local.
Conhecido nos bastidores como o “rei do embromation”, Rivelino alimenta o projeto de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa como deputado estadual, sustentado por um discurso repetitivo e pouco convincente, que já não encontra eco nem mesmo entre aliados mais próximos. Nos corredores do poder, comenta-se que nem a própria família demonstra entusiasmo com a empreitada.
Curiosamente, parte do grupo ligado a Rivelino segue ocupando cargos não por força política própria, mas pela boa vontade de Ednardo Moura, que ainda insiste em manter viva uma aliança considerada por muitos como desgastada e politicamente falida. A parceria, vista como oportunista, parece sobreviver mais por conveniência momentânea do que por afinidade de projetos ou confiança mútua.
Agora, resta aguardar a definição do cenário político estadual. Com o tabuleiro sendo redesenhado, a tendência é que cada liderança tenha de medir, com mais realismo, o tamanho do seu capital eleitoral. Só então será possível saber se Rivelino contará votos suficientes para sustentar o sonho de chegar ao Legislativo estadual.
Até lá, o tempo e as urnas dirão se o discurso se transforma em votos ou se a pré-candidatura ficará apenas no campo das intenções. Que venha a eleição de 2026, com suas verdades expostas e seus projetos colocados à prova.
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