Cartas, cordel e até um pedaço de cabelo: 10 anos depois, cápsula do tempo revela memórias de estudantes de Parnamirim

Escola de Parnamirim abre cápsula do tempo com cartas e objetos de 2015 — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Itens foram enterrados em 2015 durante a comemoração dos 50 anos da instituição e revelados agora, nos 60 anos, em cerimônia com ex-alunos, professores e ex-diretores.

A Escola Estadual Maria Cristina, localizada no bairro Boa Esperança, em Parnamirim, abriu nesta terça-feira (30) uma cápsula do tempo enterrada há dez anos, em 2015, durante as comemorações de 50 anos da instituição.

O evento fez parte da programação que marcou os 60 anos da escola em 2025 e reuniu alunos, ex-alunos, professores e ex-diretores.

Dentro da cápsula foram encontrados objetos como um cordel comemorativo, desenhos produzidos pelos estudantes, cédulas antiga, cartas escritas por alunos em 2015 com mensagens sobre expectativas para o futuro e até um pedaço de cabelo deixado por uma aluna da época, como forma de registrar sua presença.

Cerca de 200 estudantes do Ensino Fundamental II acompanharam a abertura.

O professor Paulo Henrique Mendonça, que coordenou o projeto em 2015 e hoje é diretor da escola, explicou a importância da iniciativa.

“Dentro dessa cápsula não estão somente cartas, estão sonhos, projetos de vida. Hoje podemos abrir, ler e nos emocionar. Muita coisa aconteceu nos últimos dez anos, como a pandemia e conflitos, e estar aqui com nossos alunos é motivo de alegria”, afirmou.

Sonhos e projetos de vida

Entre os objetos, estavam cartas que expressavam expectativas de carreira, reflexões sobre o contexto social e desejos por um mundo melhor. Uma das cartas foi lida pela ex-aluna Kaynara Fernandes, do oitavo ano à época.

“Eu espero que o nosso mundo evolua, não na tecnologia, e sim na compaixão, amor e fraternidade, que acabe com as guerras, poluição e fome. Um mundo feliz, sem ninguém passando necessidade. Eu sonho em ser uma grande administradora de empresas e cabeleireira”, dizia a carta.

Hoje, Kaynara atua como pedagoga e coordenadora pedagógica, mostrando que, mesmo com mudanças no caminho, alguns sonhos se transformaram em realizações.

“Na época eu falei que iria me tornar uma grande administradora. Atualmente trabalho administrando pessoas. É importante focar e ir atrás dos sonhos, mesmo que o destino mude o caminho”, disse.

Durante a abertura, os atuais estudantes do Ensino Fundamental II começaram a participar da preparação de uma nova cápsula do tempo.

Essa nova cápsula será enterrada ainda em 2025 e prevista para ser aberta em 2035, durante as comemorações dos 70 anos da instituição, mantendo a tradição de registrar sonhos e perspectivas das novas gerações.

G1 RN