Carteira de Trabalho Digital auxilia na solicitação do seguro-desemprego

 

Na era digital, os brasileiros estão se adaptando às novas ferramentas tecnológicas, inclusive no âmbito social, para acessar seus benefícios. Em 2023, a Carteira de Trabalho Digital, disponível gratuitamente para smartphones, recebeu mais de 7,1 milhões de solicitações de seguro-desemprego.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nos últimos quatro anos, foram realizados 27,1 milhões de requerimentos para o benefício. Impressionantes, 67% desses casos, correspondendo a 18,2 milhões de pedidos, foram feitos utilizando a Carteira de Trabalho Digital.

 

Como solicitar o seguro-desemprego pela Carteira de Trabalho Digital?

A Carteira de Trabalho Digital permite que os trabalhadores solicitem o seguro-desemprego sem sair de casa, facilitando o processo e garantindo o acesso a esse importante benefício em tempos de necessidade. Confira a seguir, um guia passo a passo para solicitar o seguro-desemprego através Carteira de Trabalho Digital:Lembre-se, para ter direito ao seguro-desemprego, o trabalhador deve cumprir alguns requisitos, como ter sido dispensado sem justa causa, entre outros.

 

 

Os dados do trabalhador precisam estar corretos

É importante frisar que para solicitar o benefício, os dados do trabalhador precisam ter sido enviados corretamente ao Ministério do Trabalho. Caso haja divergências, o trabalhador deve solicitar ao empregador que faça a correção. 

Em caso de divergências que não possam ser corrigidas pelo empregador, como divergências de cadastro do CPF e Título de Eleitor, por exemplo, o cidadão deve procurar um posto de atendimento do MTE ou uma Agência do Trabalhador.

Além disso, também é possível tirar dúvidas através da Central de Atendimento Alô Trabalho pelo número 158.

Fonte: o antagonista

 

Madalena, “apóstola dos apóstolos”

Padre João Medeiros Filho

Assim é designada Maria de Mágdala em textos bíblicos apócrifos e na tradição de várias igrejas cristãs.Eça de Queiroz, um anticlerical confesso, escreveu em A Relíquia: “Madalena mudou o curso da história, ao gritar pelas ruas de Jerusalém: Ele ressuscitou!” As palavras do escritor lusitano caminham na direção do relato do Quarto Evangelho (Jo 20, 11-23). A admiração de Maria pelo Nazareno e seu encontro com o Ressuscitado marcaram os primórdios da Igreja.

A desolação reinava entre os seguidores de Cristo. Este fora crucificado, morto e sepultado, deixando uma lacuna impossível de preencher e um clima de tristeza,abandono e desesperança. Eis que surge uma discípula do Mestre transmitindo a boa nova, ouvida de um anjo: “Por que procurais entre os mortos quem está vivo?” (Lc 24, 5).Ou ainda: “Eu vi o Senhor” (Jo 28, 18). Inicialmente, os apóstolos não acreditaram naquelas palavras. Resolveram ir até o sepulcro. E lá chegando, não encontraram o corpo de Jesus. Verifica-se uma ausência daquele que deveria ser reconhecido, a partir de então, de outra forma. A melancolia foi dissipada pela esperança renascida com asmanifestações do Ressurgido. Este confirma o testemunhoda “mulher pecadora, extasiada pela graça sobrenatural(cf. Jo 20, 15).

Antes da experiência que transformaria sua vida e a de muitos, a mulher de Mágdala experimentou um profundo desalento. De manhã cedo, dirigiu-se ao túmulo do Senhor, apressada e com o coração batendo disparado. Desejava homenagear quem perdoou seus pecados e ungir com aromas o corpo de Jesus. Porém, dentro do jazigo no qual O colocaram, não havia nada, a não ser o silêncio. A sepultura vazia atordoava e doía mais que a visão do cadáver que poderia encontrar. E Maria chorou desconsoladamente. Ao “jardineiro” que lhe perguntou a razão do pranto, explicou que haviam tirado o seu Mestree não sabia onde O puseram (cf. 20, 14). E suplicou-lhe: “Se foste tu que o levaste, diz-me onde está que irei buscá-lo” (Jo 20, 15). Nestas palavras transborda a força do reconhecimento e da gratidão de quem foi perdoada. Não há coisas insuperáveis para quem crê. Aquele que acredita transporta Deus e para Ele nada é impossível (cf. Lc 1, 37).

Ao longo da vida, veem-se mães curando filhos desenganados por médicos. Existem esposas trazendo de volta à vida os companheiros mergulhados em vícios. Há mulheres capazes de atravessar mares, estepes nevadas,desertos escaldantes à procura de quem seu coração deseja. Não havia obstáculos para Maria. Ela iria até osconfins do mundo para encontrar o Salvador. Bateria em todas as portas, enfrentaria qualquer autoridade, civil ou religiosa. Nenhuma intempérie seria empecilho para seu coração, sequioso do Mestre. Nele descobriu o afeto e a misericórdia de Deus. O Ressuscitado veio a seu encontro e pronunciou seu nome: “Maria”. Ela respondeu: “Mestre!” (Jo 20, 16). Como não gritar pelas ruas de Jerusalém e não proclamar aos quatro ventos que Ele ressurgiu? Como não anunciar que a esperança renasceu e a alegria voltou a reinar? Não se deve buscar entre os mortos aquele que vive. Assim é a trajetória da apóstola dos apóstolos. Segundo o relato dos evangelistas, foi a primeira testemunha da Ressurreição. Inaugura assim um novo tempo na caminhada da Igreja primitiva. Talvez isto explique o interesse da longa pesquisa de Augusto Carlos Viveiros por esse personagem do Evangelho.

Numa sociedade patriarcal em que as mulheres não podiam testemunhar, pois seu depoimento era nulo, Maria de Mágdala falou sobre o que viu e ouviu. Convenceu os seguidores de Cristo a respeito da Ressurreição. Difundiram o anúncio de Madalena, transformando-se em arautos do Ressuscitado. Nestes tempos tão tenebrosos, em que tudo parece sombrio e quando os horizontes se atrofiam sobre nossas cabeças, não se pode ignorar o poder da fé e do amor. Estes guardam um potencial transformador e terapêutico. Na fé de Pedro, Cristo fundou a Igreja. No amor de Madalena, a Igreja sente a Vida. Amorte não tem sobre ela a última palavra. A vitória definitiva é a da Vida, outro nome de Deus. “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1Cor 15, 55).

Desespero: o feitiço virou contra o feiticeiro

Superintendência da Polícia Federal em Curitiba

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro.

A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a sua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!

–Augusto dos Anjos, “Versos Íntimos”

Um grande drama, ainda não enfrentado devidamente, é o mercado bandido das delações premiadas. Perdi muitos clientes, grandes clientes, por não admitir fazer parte desse jogo sórdido e, por vezes, criminoso que se formou em torno do acordo que envolvia um juiz e alguns integrantes corruptos do Ministério Público e da Policial Federal. E, o que é grave, docemente conduzidos por advogados, no mínimo, coautores do crime. Junto com um delator desesperado. A expressão “desesperado” comporta diversas interpretações.

Fonte: poder 360

O tempo do poder judiciário

O tempo do poder judiciário

No último domingo, estava assistindo ao excelente documentário sobre o  8 de janeiroquando fui surpreendido com uma afirmação do ministro Alexandre de Moraes sobre 40 financiadores que teriam tido contra eles medidas cautelares. Na mesma hora, fiz uma mensagem para os editores do programa. Acompanho as investigações de perto, tanto quanto possível, e tenho escrito sempre cobrando ações exatamente contra os financiadores, os políticos, os militares e a família Bolsonaro. Será que tinha passado despercebido? Como já era 1h da madrugada, pensei em ligar para as jornalistas no dia seguinte. Ao acordar, às 6 horas do dia 8, deparei-me com a notícia de que tinha sido iniciada a 23ª fase da Operação Lesa Pátria e que os alvos eram exatamente os patrocinadores: 46 deles.

Ou seja, imaginei eu: como o ministro Alexandre já tinha determinado as medidas cautelares quando gravou para o documentário, ele anunciou que eles seriam o objeto antes da deflagração da operação, que demora mesmo um tempo até ser levada a cabo. Infelizmente, parece que os alvos não foram os grandes detentores do poder econômico, mas foi um avanço.

Mas essa questão me fez desenvolver um raciocínio que entendo ser absolutamente importante. Há uma inegável preocupação, um mal-estar até, pelo fato de terem sido presos, processados e condenados quase tão somente os pretendentes a “aprendizes de terrorista” , no dizer do ministro Barroso. Revendo as falas do Ministro Alexandre de Moraes, certamente quem mais conhece os detalhes de toda a Operação, ele faz questão de afirmar, com seu jeito categórico de ser, que as investigações estão se dando sobre todos os que tiveram responsabilidade nos atos golpistas.

Em seu discurso, no ato em defesa da Democracia que se deu em 8 de janeiro, no Salão Negro do Congresso – Democracia Inabalada -, ele fez questão de frisar: “Impunidade não representa paz nem união. Absolutamente todos aqueles que pactuaram, covardemente, com a quebra da Democracia e a tentativa de instalação de um Estado de exceção serão devidamente investigados, processados e responsabilizados na medida de suas culpabilidades”. E continuou, “apaziguamento também não representa paz nem união”.

Esse foi o tom de toda a cerimônia, sintomaticamente convidada e organizada pelos Três Poderes da República. Foi muito simbólico que o convite tenha sido assinado pelo Presidente da República, Lula, pelo Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, e pelo Presidente do Poder Judiciário, Luís Roberto Barroso. E que o evento tenha contado com a presença firme do atual procurador-geral da República, que fez um discurso comprometido com uma atuação republicana.

Ao encerrar a solenidade, Lula definiu por todos o sentimento dos democratas: “Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a Democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas” . Enquanto isso, ao fundo, as pessoas entoavam um grito de: “sem anistia”.

Ou seja, é uma questão de tempo. E o tempo do Judiciário não é o mesmo das nossas angústias e ansiedades. Tem que ser feita uma investigação séria, bem fundamentada e com respeito a todos os direitos e garantias constitucionais dos golpistas acusados. Se adotarmos os métodos da barbárie, os bolsonaristas terão vencido.

É bom saber que a hora do acerto de contas com o Brasil e com a Democracia está chegando. Como bem lembrou o procurador-geral, Paulo Gonet, citando Shakespeare, na peça A Tempestade, “O que é passado é prólogo”.

Fonte: ig último segundo

A endogamia no Seridó

Padre João Medeiros Filho

No Seridó potiguar, ouve-se frequentemente a expressão: “Aqui, quem não é parente, mora em frente.” Originalmente, a frase remetia à endogamia, ou seja, ao casamento de aparentados, consanguíneos geneticamente semelhantes. Em artigos anteriores, referi-me a determinados traços culturais flamengo-batavos nas tradições seridoenses. Por exemplo, o matrimônio entre parentes próximos, que ainda perdura. Tal tipo de união é um costume milenar, característico da civilização hebraica. Existia na península ibérica, disseminando-se com a colonização neerlandesa (predominantemente judaica) em alguns estados nordestinos. Assim, arraigou-se nos sertões do Seridó. Na Bíblia há recomendações para se contrair matrimônio no interior do clã. Dever-se-ia procurar um cônjuge entre os parentes da mesma linhagem. No Antigo Testamento, verifica-se a situação típica de Abraão, ao desposar Sara (Gn 20, 12).

A endogamia visa a preservar a identidade antropológica-cultural e impedir a dispersão dos bens familiares. O povo hebreu procurava também garantir a pureza de sua crença e o culto a Javé, rejeitando núpcias com pessoas praticantes de religiões politeístas. Aliado a esses motivos está o aspecto econômico-financeiro. Nessa direção caminha a Lei do Levirato, no Antigo Testamento. Ela determinava ao Povo da Antiga Aliança que a viúva sem filhos deveria se casar novamente com um cunhado. A este caberia dar um herdeiro masculino ao irmão falecido. Desse modo, o seu nome não desapareceria e conservaria a fortuna do casal. A importância e o objetivo desta lei (cf. Dt 25, 5-10; Gn 38, 8) residem não só na manutenção da linhagem familiar, mas também do patrimônio material.

O Seridó potiguar, tendo recebido forte influência dos Países Baixos, ficou marcado pela endogamia. Prevalecia a firme intenção de proteger o sangue, a índole, a religião, as tradições do grupo e os bens da família. Esse dado de cunho semita vige até os dias atuais. Após o fim do domínio holandês, houve certo cuidado, por parte dos tradicionais troncos seridoenses, de evitar que o sangue indígena, afro, judaico e o protestantismo pudessem atingir o DNA da aristocracia rural católica, de ascendência e cultura lusitana. Assim, evitar-se-ia a divisão das posses, mantendo-se a integridade patrimonial da família, incluindo sua religião. “Não podemos permitir que forasteiros levem nossas filhas e terras, maculando nossa religiosidade e crença”, dissera o patriarca Tomás de Araújo Pereira a seu neto sacerdote, pároco do Acari. Esta assertiva é uma apologia típica do vínculo endogâmico. Dom José Adelino Dantas, segundo bispo de Caicó, trouxe com seus escritos um substancial contributo a esse tema.

Como secretário do bispado caicoense e chanceler da cúria, acompanhei durante mais de uma década os processos matrimoniais, enviados à autoridade diocesana para obtenção da dispensa do impedimento de consanguinidade. Este ainda está previsto no cânon 1091 § 1 do Código de Direito Canônico em vigor. Nesse período de observação, verifiquei que as uniões entre consanguíneos se mantiveram num patamar de um terço dos casamentos religiosos católicos. As dispensas de impedimento matrimonial por consanguinidade ultrapassavam trezentas solicitações anuais. Monsenhor Walfredo Gurgel, doutor em Direito Eclesiástico, vigário geral do bispado, de 1941 a 1971, procurou sistematizar os argumentos para a solicitação da licença canônica ao bispado. Entretanto, na justificativa dos requerimentos apresentados, permaneciam de forma persistente as razões que expressam a marca da endogamia.

Na ciência médica, a temática suscita questionamentos no tocante a eventuais problemas de saúde, oriundos de tais matrimônios. A outros fatores genéticos, junta-se uma doença rara, presente no Seridó potiguar, denominada Síndrome de Berardinelli-Seip – LCG. Naquela região norte-rio-grandense, constata-se uma incidência dessa morbidade, quatorze vezes maior que a média mundial registrada. Os municípios mais afetados são Timbaúba dos Batistas, Carnaúba dos Dantas e Parelhas. Pesquisadores da UFRN, em alentado estudo, verificaram a existência da referida doença em dezenove municípios potiguares, inclusive na região metropolitana de Natal. Conforme achados de estudiosos, poderia concorrer para isso a endogamia de seus ancestrais. Atualmente, a Igreja dispensa o impedimento de consanguinidade com maior cautela. No entanto, conserva a tradição bíblica de abençoar casamentos endogâmicos, lembrando as palavras do apóstolo Paulo: “Que o vosso amor cresça também em discernimento” (Ef 5, 32).

A Epifania do Senhor

Padre João Medeiros Filho

A Epifania é a festa da manifestação de Cristo a todos os povos. A busca dos Magossegundo estudiosos, sábios do Oriente – representa a afirmação desse clarão divino em Jesus. Dá-se o encontro do Filho de Deus com personagens que não pertenciam ao povo eleito. Eis uma das grandes lições do Menino. Seu nascimento não veio confirmar privilégios. Nasceu para anunciar a Vida àqueles que desejam a salvação, não importando posição socioeconômica, cultural, étnica etc. Deus é de todos e não apenas de alguns. O Cristo da manjedoura ensina-nos que Ele não quer o poder temporal. Veio pobre e indefeso como uma criança para não amedrontar. Em torno dele, unem-se os povos, vindos de longe, enquanto os que estavam por perto o ignoraram. Muitos buscam Cristo, de modo diferente. Os Magos procuraram-no para reverenciá-lo, enquanto Herodes desejava encontrá-lo para o matar. Assim caminha a humanidade. Enquanto há os queproclamam Cristo “Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 8, 12), outros desejam aniquilá-lo. A luz revela a maldade, o erro, a injustiça, o pecado, desmascara pessoas, sendo por isso ameaçada.

Os Magos são metáfora da realidade humana. Simbolizam os sedentos da Palavra divina, enquantoHerodes o Mal sobre a face da terra. Para encontrar Cristo, às vezes, temos de caminhar nas trevas, por desertos e terras desconhecidas. Entretanto, havia para eles uma estrela que os conduziu até Belém. Assim, existe para nós a chama de nossa fé que nos guia aonde poderemos encontrar o Salvador da humanidade. Infelizmente, existem os que ficam cegos com sua minúscula luz. Estes têm medo de encontrar Jesus, de ouvi-lo ou vê-lo e o procuram destruir. É uma tentação antiga, porém sempre atual do ser humano: quer exterminar quem incomoda. Cristo sequer começara a sua pregação, mas sua presença já importunava.

Como os Magos, para proclamar o nascimento do Salvador, devemos fazer o caminho inverso dos poderosos e nos desviar da rota do orgulho. Só Deus enche de paz o nosso coração. Nem mesmo a riqueza, o poder e a realeza nos aquietam. Belchior, Baltazar e Gaspar fazem-nos compreender que os considerados excluídos do amor de Deus são os primeiros a senti-lo. Cristo nasceu para todos e mostra-nos que o Amor do Pai pelos homens não faz discriminação. “Deus enviou seu filho…, e todos recebemos a dignidade de filhos” (Gl 4, 5). As realidades divinas tornam-se acessíveis. Jesus não veio apenas ao mundo, mas se encarnou para que sentíssemos sua infinita misericórdia. Vivemos numa sociedade egoísta. Cada vez mais as pessoas se fecham, revestindo-se de insensibilidade e indiferença. Cristo, apesar de sua grandeza, fez-se pequeno e humilde para não atemorizar. Mesmo os desconhecidos foram recebidos com ternura e respeito.

Hoje, Jesus se manifesta a nós, não como aos pastores e aos Magos, mas no pobre dormindo ao relento, no idoso abandonado pela família, no doente num leito de hospital,sem atendimento adequado, nos injustiçados, perseguidos, rejeitados…  Agora, Ele ensina-nos a amá-lo, sentindo-ono próximo. Não bastam apenas ações sociais ou assistenciais, é necessário Amor. Sentir a presença de Cristo é fruto de busca e caminhada. Ele deseja se revelar a cada um. Porém, precisamos perseverar e procurá-lo inclusive nas trevas. Cristo é Irmão de todos. Nasceu tanto para os pastores como para os estrangeiros do Oriente, cuja religião era diferente da de seu povo.

É relevante o relato de Mateus a respeito da indagação sobre o lugar do nascimento do Menino. O evangelista mostra a ignorância de Herodes, ícone dos prepotentes da época. “Onde está o Rei dos Judeus, que acaba de nascer?” (Mt 2, 2). Por vezes, nossa alienação é idêntica. Cristo está próximo de nós e não o percebemos. Falta-nos sentimento de busca sincera e da descoberta dosagrado e divino. Os Magos não mediram esforços. Viajaram por terras estranhas, enfrentando adversidades e finalmente foram confortados pela alegria do encontro com o Menino Deus. Em sinal de admiração ereconhecimento, ofertaram-lhe o que tinham de melhor, de acordo com sua cultura e tradições.Ofereceram-lhe ouro, incenso e mirra” (Mt 2, 11).

Feliz 2024! O Ano Novo e o Diário Oficial chegaram com todas as forças e exonerações

O Ano Novo chegou, e com ele o Diário Oficial do Município trazendo todas as exonerações dos cargos comissionados do executivo de Parnamirim. Essa tem sido uma prática que todos os prefeitos adotaram para realinhar suas gestões, tanto politicamente quanto administrativamente. Este ano, o beija mão tem um significado ainda maior, pois quem não estiver no projeto político ou melhor, rezar na cartilha do coronel Taveira, não terá de volta o seu cargo comissionado. Esse é o jogo do poder e ninguém venha dizer que não sabia como a coisa funcionava.

Agora, Taveira terá condições com a caneta cheia de tinta, ou melhor, cheio de cargos para impulsionar o nome do seu candidato que pelo andar da carruagem já foi escolhido, trata-se do seu xerife Homero Grec. E agora, José, Irani, Kátia, Carol com C, Salatiel e Wolney? Eles estão dentro do jogo, mas todos dentro das quatro linhas do prefeito Taveira, o verdadeiro dono da bola e do campo.

Sejam bem-vindos! Já estamos em 2024 e o juiz apitou o início da partida mais importante da política municipal: a eleição de prefeito e vereadores.

Nota de pesar Fernando Rezende


01.01.1958 – 30.12.2023

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte perde neste sábado (30) o servidor, amigo e Diretor Geral da Presidência da Assembleia, Fernando Dantas de Rezende Filho, aos 65 anos. Ele estava internado desde a última terça após um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Fernandinho, como era carinhosamente chamado pelos amigos era advogado, servidor público e atuava no Legislativo Estadual desde março de 2019, a convite do presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira.

Natural de Natal, Rezende teve uma carreira pautada no exercício da advocacia e exerceu funções administrativas no Tribunal Regional Federal (TRF) da 5 região, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sempre pautando sua história e trajetória no exercício público, com retidão e correção.

O presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, os 24 deputados estaduais que compõe a Assembleia Legislativa do RN, o conjunto de servidores da Casa e amigos se solidarizam com os familiares, a esposa Caroline Freitas de Macedo, os filhos Ana Júlia (Ju), Álvaro
Alberto (Beto), Maria Fernanda e Eduardo (Dudu) nesse momento de dor.

Descanse em paz, Fernandinho !

_Palácio José Augusto_
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

Adeus ao amigo Fernandinho Rezende, Diretor Geral da Presidência da Assembleia Legislativa do RN


O amigo Fernando Rezende que faria 66 anos depois de amanhã, 1° de janeiro, morreu vítima de um AVC e desde a última terça-feira, estava internado no Hospital São Lucas. Neste sábado teve uma piora, não resistiu e nos deixou. Fernandinho Rezende era Diretor Geral da Presidência da Assembleia Legislativa, foi também chefe de gabinete da ex-prefeita Micarla de Sousa e em Recife, atuou como chefe de gabinete da Presidência do TRF-5, além de assessor no STJ em Brasília.

Fernando Rezende, deixa a esposa Carol Macedo e 4 filhos, todos do primeiro casamento com Tereza Josefina. O velório será amanhã, às 7h, no cemitério Morada da Paz em Emaús.

PREFEITO ERALDO REÚNE CENTENAS DE APOIADORES E CELEBRA CONQUISTAS EM CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO

No Clube Auto Esporte, Centro de SGA, na tarde desta sexta-feira (29), centenas de amigos, apoiadores e admiradores se reuniram para o “Encontro dos Amigos de Eraldo”, um evento festivo de fim de ano organizado pelo Prefeito Eraldo Paiva.

O encontro teve início às 16h e transcorreu num ambiente descontraído, marcado por celebrações pela excelente trajetória de São Gonçalo em 2023. Durante o evento, foi feita uma análise da gestão do prefeito, que destacou as conquistas alcançadas pelo município neste ano e expressou otimismo para um ainda mais promissor 2024.

“Estamos chegando ao fim de 2023 com a sensação de dever cumprido. Não poupamos esforços para elevar a qualidade de vida de nossa população. Investimos de forma significativa em áreas cruciais, como saúde, educação e infraestrutura. Agora, para o próximo ano, estamos prontos para fazer ainda mais por São Gonçalo do Amarante”, afirmou o prefeito Eraldo Paiva.

A participação da população foi expressiva, celebrando e festejando um ano de grandes realizações para o município. O clima festivo e o sentimento de dever cumprido marcaram o evento, fortalecendo os laços entre a comunidade e a administração municipal.

 

 

A mensagem do presépio

Padre João Medeiros Filho

Celebramos os oitocentos anos da criação do presépio, idealizado por São Francisco de Assis, em dezembro de 1223. Dele emanam lições de humildade, despojamento, pureza, harmonia, silêncio, paz, convite à reflexão. Em 2019, o atual Sumo Pontífice escreveu uma Carta Apostólica, intitulada “Sinal admirável”,enaltecendo a manjedoura, como catequese e representação iconográfica dos primórdios do cristianismo. No presépio, manifesta-se o sentido do mistério da encarnação do Verbo. No Natal, o Infinito e o terreno se encontram, o Eterno e o efêmero se unem, exprimindo a inefável bondade do Onipotente. Na manjedoura proclama-se a incomensurável ternura de Deus pelo homem. Cabe lembrar a riqueza da tradição de armar presépios, preparando a vinda do Salvador. Isso favorece à contemplação do berço de Cristo, do qual emerge a essência do Evangelho. É preciso ter um olhar orante, ao se deparar com a imagem do Menino. Nele efluia inarrável manifestação do perdão divino.

É comovente recordar a cena descrita pelo evangelista Lucas: [Maria] “envolveu-o em faixas e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 7). A palavra presépio, em latim “praesepium”, significa manjedoura, gamela, cocho,posteriormente passando a ter a acepção de curral, estábulo. Quando veio ao mundo, o Filho de Deusencontrou lugar apenas numa estrebaria, onde pastavam os animais. Eis a ingente humildade de Cristo. Isso inspirou o “Poverelloa reconstituir o cenário do Natal. Eleconvidou pessoas do lugarejo de Greccio para descrever,de forma viva, o nascimento de Jesus. A ideia era retratar a simplicidade do Salvador e as dificuldades encontradas em Belém por Maria e José para acolher Jesus recém-nascido. A Criança foi reclinada na palha entre os animais. Até hoje, o mundo não compreendeu ainda a dimensão, o verdadeiro sentido da vinda de Cristo e não sabe abraçá-Lo.

Mister se faz olhar para a figura do Menino e descobrir a grandeza do Amor infinito do Pai. Daquela Criança brota uma força capaz de despertar uma espiritualidade, que enleva mentes e comove corações a fim de compreender um Deus, que se humilha numaclemência redentora, aceitando a condição humana. Cristo, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14, 6) vem como irmão, oferta suprema do Pai à humanidade. A chegada do Menino oferece-nos oportunidades de trilhar novos rumose motivos para dedicarmo-nos aos outros. Trata-se de uma postura que contribui para redimir nossos pecados. A pobreza do lugar no qual Jesus nasceu, retratada nopresépio, é impactante, aturdindo o homem, combatendo sua presunção e orgulho. Mostra que o despojamento encerra ensinamentos inspirados na benevolência divina, fundamentais para saber doar-se. A presença dos Magos aponta a sabedoria se curvando diante do Salvador, que nos incita a buscar o caminho que conduz à Verdade e à Paz.  

Muitas são as lições do presépio. O céu estrelado nosilêncio da noite faz pensar na escuridão que envolve o nosso interior, quando despido da graça sobrenatural. Ao mesmo tempo, permitir-nos-á reconhecer a luz da presença celestial que não abandona o homem. Deus ajuda cada um de seus filhos a encontrar respostas aos problemas que inquietam o coração. A pedagogia da manjedoura poderá ajudar a sociedade a superar as contradições degradantes. Ensina a vencer obstáculos e encontrar soluções, permitindo abrir os corações à fraternidade para enfrentar melhor as situações de exclusão. Cristo renova o mundo decaído, pois é a única saída para recuperar o esplendor do Amor.  

Somos chamados a admirar o presépio na beleza de sua mística e arte para vivenciar a espiritualidade natalinacom um fulgor maior que o brilho das cores e enfeites desta época do ano. Nos apelos transmitidos pela manjedoura está o da preocupação com as periferias humanas e interiores, proclamando o carinho do Criador. O desapego, ali transmitido e ensinado, contribui para que resistamos à ilusão de buscar felicidade naquilo que é fugaz. Neste tempo do Natal, importa olhar Jesus Meninopara cultivar pela oração a beleza da generosidade redentora. Armemos presépios em nossos corações, deixemonos inundar pela graça divina, seguindo Aquele que sendo Deus, despojou-se de tudo, assumindo a pequenez humana (cf. Fl 2, 6). Possamos todos “encontrar Maria, José e o Recém-nascido, na singeleza damanjedoura [de nossos corações]” (Lc 2, 16).

Paris, uma paixão correspondida

Às vezes, tenho uma vontade danada de nunca ter ido a Paris. Só para ter aquela sensação única de chegar a Paris pela 1ª vez. Um susto existencial ao ver a cidade ali, ao alcance dos olhos, como que respondendo aos seus suspiros.

A capital francesa, em diversas oportunidades, é um susto de tão bonita e aconchegante. Nem falo da Paris majestosa e impactante, de tirar o fôlego. Mas da cidade das pontes, dos becos, dos parques, das livrarias, dos pequenos bistrôs e dos cafés.

Aquela que você só quer andar sem absolutamente nenhum compromisso ou rumo. Nunca se está sozinho lá; a cidade é uma companhia permanente. O Sena, à feição de Pessoa, é como o rio da minha aldeia. Ele te acompanha e te abraça, silenciosa e carinhosamente. As águas que se renovam parecem tragar nossas mágoas, saudades, frustrações e, ao mesmo tempo, continuam a nos banhar de esperança e ilusões de felicidade, que é a forma mais comum de ser feliz. Como ensinou Frédéric Chopin: “Paris responde a tudo que um coração deseja”.

Certa vez, acompanhei a filmagem de Meia Noite em Paris, com o Woody Allen andando nas ruas como se estivesse na Belle Époque. Dava para sentir o cheiro daquela época. Uma áurea mágica nos transportava para um período em que ter tempo era um ativo natural. As pessoas podiam desfrutar de uma Paris em que o tempo era um companheiro e não era preciso, como hoje, lutar contra ele, mesmo sabendo ser uma guerra perdida.

Em Paris, as ruas parecem que não acabam nunca, apenas se transformam, e de passo em passo a gente acaba se encontrando nas esquinas, sempre chegando ao Sena. Perder-se em Paris é uma deliciosa maneira de se encontrar. Lembro-me de Victor Hugo: “Respirar Paris, isso conserva a alma.”

Uma outra vez, em um almoço interminável na casa de Gérard Depardieu, a qual tem 4 cozinhas, eu disse a ele que tinha uma história muito mais interessante do que a que o imortalizou em Cyrano de Bergerac. Contei que, quando não conhecia Paris e julgava que Patos de Minas era uma espécie de Paris roceira, a gente passava férias em casa, por absoluta falta de dinheiro. E os primos ficavam 30 dias hospedados conosco.

Em uma dessas, um deles se apaixonou por uma amiga de Patos. Depois de 30 dias de intensas e frustradas tentativas, teve que voltar a São Paulo. Na despedida, pediu-me: “Não sei escrever bem. Escreve uma carta para ela”. Para minha surpresa, depois de 10 dias, a garota chega em casa com a carta nas mãos e diz: “Amei! Se ele tivesse dito o que está aqui escrito, eu ficaria com ele e me apaixonaria”. E arrematou: “Responde para mim”. Assim foi que, por um ano, eu me correspondi comigo mesmo. Cada vez mais intenso. Mais sexualizado. Mais apaixonado.

Passaram os anos e eu fui fazer análise em Paris com o grande psicanalista Eric Laurent, ex-presidente da Associação Mundial de Psicanálise, formado por Jacques Lacan. Depois das sessões, que eram ao lado do Jardin des Tuileries, eu saía andando pelo jardim e pelo Sena, como que a prolongar a sessão de análise.

Nessas andanças, eu aprendi a amar ainda mais Paris. Uma cidade que me acolhia e me aconchegava. Não mais me desafiava, como no início. Mas me namorava, como uma amante que não pede nada além do amor e da companhia. À exaustão. E só te dá isso. Quando relatei o episódio das cartas para meu analista, ele disse: “Foi aí que você se apaixonou por você”. Foi na mesma época em que eu me apaixonei por Paris e, acredito, ela por mim.

Remeto-me ao poema “Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro:

“E o que vejo a cada momento,

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo comigo

Que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do mundo…”

 

Fonte: poder 360

Congresso aprova LDO com meta de déficit zero em 2024

 

Congresso aprova LDO com meta de déficit zero em 2024

O Congresso Nacional aprovou, em sessão conjunta nesta terça-feira (19/12), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. A proposta mantém a meta de déficit zero das contas públicas para o ano que vem, como defende o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

 

O projeto segue para sanção presidencial. O encontro foi realizado de forma semipresencial, ou seja, parlamentares puderam votar remotamente por meio do aplicativo InfoLeg. A opção é para garantir o quórum nas votações.

A LDO define as diretrizes para a elaboração do Orçamento. O Congresso ainda precisa aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA), com deliberação prevista para a próxima quinta-feira (21/12).

O parecer, feito pelo deputado Danilo Forte (União-BA) e aprovado anteriormente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na última semana, mantém o calendário para que o governo federal empenhe as emendas parlamentares impositivas. Elas podem ser individuais (de deputado ou senador) ou de bancada estadual.

 

O texto também institui uma trava de R$ 23 bilhões para o limite de contingenciamentos em 2024. O valor reservado para as emendas bateu recorde histórico: R$ 49 bilhões. São R$ 25 bilhões para emendas individuais, R$ 12,5 bilhões para as de bancada e R$ 11,3 bilhões para as de comissões.

O relator, porém, complementou o voto com o objetivo de retirar os prazos para as emendas de comissão (não impositivas). Foi mantida a destinação mínima de 0,9% da receita líquida de 2022 para essas emendas, sendo dois terços para as comissões da Câmara e um terço para as do Senado. O total de recursos está em torno de R$ 11 bilhões.

O relator recuou de sua intenção original e retirou do texto um trecho que incluía o Sistema S no Orçamento da União. Gerido pelo setor industrial, o Sistema S é formado por entidades como Sesi, Sesc e Senai, voltadas ao treinamento e à promoção de esporte e cultura. Como justificativa, o relator afirmou que a mudança traria mais transparência e controle dos recursos públicos destinados às entidades.

 

O texto também prevê o valor máximo de R$ 4,9 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido popularmente como fundo eleitoral. Os critérios de distribuição da verba consideram o tamanho de cada bancada na eleição anterior.

Fonte: boletim em foco

César Filho vai para o SBT e Record escala rival para substituí-lo

 

César Filho vai para o SBT e Record escala rival para substituí-lo

O retorno de César Filho ao SBT está quase acertado. Após 9 anos, o jornalista teria decidido voltar para o grupo de Silvio Santos, onde passou boa parte da carreira.

 

Até o fim do mês, o famoso segue no elenco do Hoje Em Dia. Porém, depois do dia 31, ele está livre para assinar com qualquer emissora. Um dos motivos pelo rompimento seria o fato de ter que acordar cedo para o programa.

 

Fonte: boletim em foco