Mossoró Sal e Luz se consolida como maior festival gospel do RN

O “Mossoró Sal & Luz”, edição 2023, chegou ao fim na noite deste sábado (22), já consolidado como o maior evento gospel do Rio Grande do Norte, reunindo, ao longo de três dias de programação, 210 mil pessoas na Estação das Artes Elizeu Ventania. O número foi contabilizado pela organização do festival.

As equipes de engenharia da Prefeitura de Mossoró trabalharam em conjunto com as equipes de comunicação para chegarem ao resultado. Foram utilizados drones simultaneamente ao longo do percurso e os dados fotográficos aéreos analisados por engenheiros que chegaram ao total de público. Dentro da Estação das Artes não foram instaladas barracas, o que ampliou o espaço para o público.

Nesta última noite de apresentações, subiram ao palco mais três grandes atrações, animando a multidão que compareceu em peso à Estação. O primeiro artista a se apresentar neste terceiro dia de “Mossoró Sal & Luz” foi Cícero Oliveira. Com mais de 15 anos de carreira, ele conta que ficou impressionado com a grandiosidade do evento.

“É uma honra poder estar somando a esse projeto tão lindo, com uma programação enaltecendo a cultura gospel, com oportunidade de levar a palavra de Deus. Tenho a plena convicção que nós não temos só o público evangélico aqui, tem muita gente de outras religiões participando”, disse.

Na sequência, subiu ao palco da Estação das Artes a cantora e compositora Isadora Pompeo, um dos principais nomes da nova geração de artistas da música gospel. Com apenas 24 anos, Isadora já coleciona sucessos e milhões de visualizações nas redes sociais. Sua apresentação animou o público.

“Muito feliz, muito animada, muito honrada em estar num evento tão grande, tão especial para esse lugar, que com certeza para a gente também é. Meu objetivo não é gerar números apenas, mas para que em cada acesso haja uma transformação, e isso é possível através do evangelho, através da palavra, daquilo que eu creio que não é qualquer coisa, é o nome do Senhor”, pontuou.

Encerrando a programação de shows do “Mossoró Sal & Luz”, a tradicional banda Som e Louvor, que esteve presente na primeira edição do evento mossoroense, em 2022, voltou ao palco da Estação, levando muita alegria ao público. “É sempre uma alegria estar de volta a essa cidade maravilhosa. Estivemos no ano passado, e agora, ao retornar nessa edição, estamos vendo a grandiosidade que se tornou esse evento. Eu tinha falado que não é só um dos maiores eventos do RN, com certeza é um dos maiores do Nordeste”, afirmou o vocalista Jedson Aguiar.

O prefeito Allyson Bezerra também destacou a importância do evento para a cidade. “A Estação das Artes recebe o seu maior público hoje, completamente lotada, para ver aqui a última noite de atrações do ‘Mossoró Sal & Luz”. Realmente uma grande multidão daqui de Mossoró, de outras cidades do RN e de estados vizinhos ao nosso, que veio para esse grande festival que já é o maior festival de cultura gospel do estado do Rio Grande do Norte. Um evento importante para o turismo religioso, movimenta a economia, isso é muito importante, além dos atrativos do evento, como o ‘Espaço Kids’, o ‘Front da Inclusão’. ‘Mossoró Sal & Luz’ 2023 foi sucesso total”, comentou o gestor.

“É um evento que começou no ano passado já com um grande sucesso, e agora vem como o maior festival de cultura gospel do Rio Grande do Norte. Começou na quinta, com 70 mil pessoas aqui na Estação das Artes, ontem muita gente também, e hoje essa multidão aqui. Foi um sucesso e tenho certeza que é um festival que veio para ficar”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Igor Ferradaes.

Para 2024, já está confirmada a terceira edição do “Mossoró Sal & Luz”, uma vez que o festival integra o calendário oficial de eventos da cidade, conforme dispõe a Lei nº 3.997/2022, sancionada pelo prefeito Allyson Bezerra em 23 de dezembro de 2022.

Vereador mais votado da capital, Herberth Sena assume PSDB de Natal e anuncia reorganização partidária

Movimentos sociais como PSDB Mulher, Juventude, Diversidade e Tucanafro também serão reorganizados

O vereador Herberth Senna foi designado pelo presidente do PSDB Potiguar, deputado Ezequiel Ferreira como o novo dirigente da sigla na capital. O jovem que tem forte liderança na Zona Leste de Natal, foi o vereador mais votado da última eleição com 6.029 votos, tendo alcançado a maior votação de todo Rio Grande do Norte para a Câmara Municipal.

“Sei que através da competência e habilidade de Herberth Sena o PSDB passará por uma grande restruturação na capital. É com orgulho que podemos dizer que o PSDB construído a tantas mãos, é proporcionalmente o maior do Brasil e a legenda que mais cresceu no Rio Grande do Norte. E a alegria é maior em saber que cada um que está chegando pensa como todos nós, que a política é um instrumento para o bem comum”, disse Ezequiel Ferreira, que também é presidente da Assembleia Legislativa.

Herberth Sena mostrou que fará uma reorganização e novas filiações para fortalecer a sigla, visando às Eleições proporcionais do próximo ano em Natal. “O PSDB tem tido grande desempenho e crescimento de forma gigante em todas as regiões do Estado. Na capital, nossa intenção é partir com vigor, força destemor e com capacidade de sair muito maior nas urnas do próximo ano. Vamos construir uma forte nominata para ampliar nossa bancada”, disse Herberth Sena.

Também vai permanecer no PSDB o vereador Aldo Clemente, que em 2020 foi eleito pelo PDT e em 2022 migrou para a legenda tucana, sob a liderança do de Ezequiel Ferreira. O PSDB de Natal também vai reorganizar os movimentos PSDB Mulher, PSDB Sindical, Tucanafro, Juventude Tucana e a Diversidade Tucana.

Primeira noite do “Mossoró Sal e Luz” 2023 reúne 70 mil pessoas

A primeira noite do “Mossoró Sal e Luz” 2023 reuniu 70 mil pessoas nesta quinta-feira, dia 20 de julho, na Estação das Artes Elizeu Ventania. O ápice do evento se deu por volta das 22h30, quando a cantora Aline Barros estava no palco.

O número foi contabilizado pela organização do evento. As equipes de engenharia da Prefeitura trabalharam em conjunto com as equipes de comunicação para chegarem ao resultado. Foram utilizados drones simultaneamente ao longo do percurso e os dados fotográficos aéreos foram analisados por engenheiros que chegaram ao total de público. Dentro da Estação das Artes não foram instaladas barracas, o que ampliou o espaço para o público.

Grande público prestigia abertura do “Mossoró Sal e Luz” 2023 (Foto: Allan Phablo/Secom/PMM)

Na abertura do “Mossoró Sal e Luz” 2023 se apresentaram os artistas Elisac Regis, Jefferson & Suellen e Aline Barros. Neste ano, a gestão municipal ampliou o “Mossoró Sal e Luz” em sua estrutura, programação, atrações, consolidando o evento no calendário cultural de Mossoró e do estado.

“A gente está bastante feliz e satisfeito, pois o evento é um sucesso, atraindo mossoroenses e turistas. Aqui há várias caravanas. Um evento que já na primeira noite registra grande público. Tudo acontecendo na paz. Nós garantimos toda estrutura, segurança e ainda o transporte público com redução na tarifa. É um grande evento de cultura gospel de Mossoró e região, fomentando também e a nossa economia”, destacou o prefeito Allyson Bezerra.

Cantor e compositor Elisac Regis abriu a edição 2023 do festival. (Foto: Allan Phablo/Secom/PMM)

O cantor Elisac Regis foi a primeira atração a subir ao palco da Estação das Artes. O artista se apresenta no evento pela segunda vez consecutiva. “Para mim é uma honra estar aqui mais uma vez participando deste evento com muita graça. Mossoró uma cidade de sal e luz. A nossa missão maior é abençoar pessoas”, declarou.

A dupla Jefferson & Suellen, segunda atração da noite, trouxe para o palco do “Mossoró Sal e Luz” um show repleto de músicas de sucesso. “Eu me senti acolhida por Mossoró. Eu fiquei impactada pelo amor desse público que deu a vida, cantou muito no nosso show”, disse Suellen.

Dupla Jefferson & Suellen. (Foto: Allan Phablo/Secom/PMM)

“Uma experiência incrível estar aqui. É único, fantástico. Mossoró nos surpreendeu. Que bom que vocês lembraram do nosso nome. Estamos sem palavras para agradecer”, revelou Jefferson.

Do começo ao fim dos shows, o público interagiu com os artistas. “Está tudo muito lindo. As músicas ótimas. É tudo edificante. Estou na expectativa pelo show da Aline Barros. Louvar a Deus e agradecer é importante”, comentou Kaênio Almeida, estudante.

“É uma expectativa muito boa. Meu sonho desde criança é conhecer Aline Barros e hoje estou realizando”, contou Júlia de Souza, estudante.

Aline Barros encerrou a primeira noite do evento. (Foto: Allan Phablo/Secom/PMM)

Fechando a primeira noite de evento, a cantora Aline Barros, consagrada no cenário nacional e internacional, trouxe para Mossoró um show marcante. A emoção ditou o ritmo da apresentação que contagiou o público. “É sempre muito bom trazer memórias que marcaram nossas vidas, nossas gerações. Busco trazer canções que marcaram as histórias das pessoas. Aqui observamos as famílias reunidas, pessoas pulando, se alegrando. A coisa mais importante é ver o povo reunido com um propósito, levando a mensagem de vida, de Deus. Não tem preço participar deste momento”, ressaltou a artista.

A programação do “Mossoró Sal e Luz” 2023 segue pelos próximos dois dias na Estação das Artes. Na sexta-feira (21), se apresentam Banda Kairós, Leandro Borges e Sarah Farias. Já no sábado (22), encerrando o festival, os shows são de Cícero Oliveira, Banda Som & Louvor e Isadora Pompeo.

Fonte: prefeitura de Parnamirm

Álvaro Dias toma posse hoje como o novo imortal da Academia Norte-Riograndense de Letras.

A solenidade de posse do prefeito Álvaro Dias como novo acadêmico da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras nesta sexta-feira (21), em cerimônia realizada às 19h, no Salão Nobre da instituição.

O prefeito Álvaro Dias foi eleito com 29 votos e irá sentar na cadeira número 6, que pertencia ao imortal João Batista Pinheiro Cabral, recentemente falecido.

O livros de Álvaro “O que tenho a dizer”, lançado em 20/04/2022, foi um sucesso. No lançamento, toda a renda obtida foi revertida para duas instituições que atendem crianças na cidade: o Hospital Infantil Varela Santiago e o Projeto Acalanto Natal.

Essa obra reúne alguns dos seus discursos proferidos ao longo da sua trajetória política. Alguns intelectuais gostaram muito da forma como Álvaro Dias escreveu seu livro, com um estilo simples e agradável.

A chaga do preconceito

Padre João Medeiros Filho

Segundo Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Este consiste na opinião formada sobre algo ou alguém, antes de conhecer o objeto do juízo, sem fundamento lógico. Cristo testemunhoudiversos tipos de posturas preconceituosas. Os Evangelhose Atos dos Apóstolos relatam a diferença de tratamentodispensado aos seguidores do Mestre por parte de seus contemporâneos, pertencentes a movimentos religiosos. Antes de Jesus, já existia uma animosidade entre judeus e samaritanos (cf. João 4, 9). Os fariseus, escribas e hipócritas menosprezavam os discípulos do Senhor (cf. Mt 12, 3-6). Ele mesmo era desdenhado. Ora, não é Ele o filho do carpinteiro? (Mt 13, 55). Contra essa forma de relacionamento se insurgiu o apóstolo Paulo: “Não há mais judeu nem grego, escravo nem livre, todos são iguais em Jesus Cristo (Gl 3, 28).

O preconceito fica abscôndito nos porões da política eciência, das etnias, culturas religiões etc. Em suas diferentes manifestações, leva ao desconhecimento da riqueza latente no outro. Ninguém é capaz de se renovar e aperfeiçoar sem diálogo e escuta serena do próximo. Não raro, a mídia denuncia condutas e situações, acentuadamente desiguais. Entretanto, tais iniciativascostumam ser seletivas, revestidas de carga ideológica edespidas do verdadeiro sentimento humanista.Providências legais e de cidadania acabam sendo diluídas, ignoradas e esquecidas.

Urge construir uma base sólida de humanismo, capaz de promover a adequada compreensão e o respeito ao semelhante. Assim, pode-se tocar no coração de cada indivíduo, a partir de um amplo processo educativo.  Não se muda uma mentalidade apenas por leis e decretos. É preciso atingir o âmago da alma, convencendo de que somos feitos do mesmo barro. O Livro dos Provérbios já lembrava: “O rico e o pobre têm algo em comum: o Senhor é o criador de ambos” (Pv 22, 2). O cristianismo pode oferecer fundamentos essenciais de humanidade. O Sermão da Montanha contém uma interpelação sempre atual, conclamando contra as ofensas ao semelhante. Jesusorienta a não faltar com o respeito devido à dignidade da pessoa.  Mas, por fragilidade emocional, soberba e apegoàs próprias convicções, o ser humano despreza as lições do Evangelho. Esquece o que ali se ensina: “Tudo, pois, quanto quereis que os outros vos façam, fazei, vós também a eles” (Mt 7, 12).  

O ser humano deve revestir-se de uma espiritualidademarcada de solidariedade e busca interior. “Só se vê bem com o coração”, afirmava Exupéry. O preconceito nasce da visão negativa e presunçosa sobre pessoas, situações e instituições. O cristianismo é luz, podendo contribuir para debelar atitudes intolerantes. Traz um conjunto de indicações que, se devidamente acolhidas, poderão mudarsentimentos perversos. É salutar a recomendação do apóstolo Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem” (Rm 12, 21). Trata-se de um princípio basilar para neutralizar palavras e gestosdiscriminatórios. A orientação paulina abre um fecundo itinerário para enfrentar concepções e visões distorcidas.Assim, ao invés de excluir e marginalizar, priorizam-se o bem-estar e a paz do semelhante, mormente daqueles que carregam o peso da rejeição.

Os postulados cristãos têm força para romper o círculo vicioso que aprisiona a sociedade em uma convivência ilusória, injusta e com dinâmicas excludentes.Na visão do cristianismo, o preconceito é diabólicoteologicamente. Segundo os exegetas, o diabo é tudo aquilo que divide e exclui. Os gestos de aversão serão vencidos com o amor fraterno, como antídoto para discriminações de diferentes matizes. A lógica cristã não pode ser emaranhada e engolida por relativizações. Assim, a mensagem de Cristo cumprirá seu papel profético, capaz de levar a sociedade a mudanças. É fundamental assimilaros ensinamentos éticos e bíblicos, capazes de inspirar a renovação do tecido sociopolítico do Brasil, permitindo ao país livrar-se de uma convivência eivada de divisões e radicalismo. O preconceito é fruto da arrogância, jápresente em Eva e Adão, sequiosos de superioridade. O apóstolo Pedro definiu a visão cristã: “Deus não faz distinção de pessoas. Ao contrário, aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (At 10, 34). 

Comunista!! – O ataque ao ministro Alexandre de Moraes


Comunista! Este é o xingamento principal desta corja ignorante bolsonarista. Por não conhecerem nada de história, chamam o ministro Alexandre de Moraes de comunista! Tenho dito que é extremamente difícil qualquer diálogo com estes ultradireitistas porque eles são muito primários. Ignorantes mesmo. Com uma visão pequena, rasa e maniqueísta do mundo. Em regra são pessoas muito despreparadas, sem nenhuma leitura, com tendência a serem violentos pois não têm argumentos. Agem como os “imbroxáveis” que por, não conseguirem completar o ato sexual, agridem as mulheres. A escória da humanidade.

Agora, chegam ao requinte da selvageria, crueldade e covardia ao agredirem fisicamente o filho do ministro Alexandre. Eles são os mesmo que tentaram o golpe em 8 de janeiro e depredaram o Plenário do Supremo Tribunal Federal. Se naquele dia algum ministro estivesse na Corte, teria sido esquartejado e exposto em praça pública. É disto que se trata. Defender a democracia e respeitar a Constituição mas, também, preservar a vida daqueles que se expõe para garantir o Estado Democrático de Direito. O ministro Alexandre está sofrendo estes ataques, assim como outros ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, por estarem tendo a coragem de se posicionarem contra a ruptura institucional e pela normalidade democrática. Este episódio da agressão física ao filho do ministro é de extrema gravidade e demonstra que os fascista continuam atentando contra a democracia. Estão vivos, feridos e aparentemente acuados, mas com a mesma selvageria e violência.

Tenho dito que a estabilização institucional só virá com a condenação criminal destes fascistas. E é necessário ter a coragem constitucional de responsabilizar a todos, inclusive o mentor inquestionável deste estado de coisas a que foi submetido o Brasil. Este covarde que agrediu o ministro e seu filho já foi candidato derrotado à prefeitura da sua cidade. Com este ato bestial, se habilita a ser candidato a senador da República. Certamente virou herói nas hostes bolsonaristas. Este é o pior adversário: o que não tem rosto. É um rosto comum que se apresenta pela violência, pelo ódio, pela ignorância. São exércitos da mais completa obtusidade que foram forjados com anos de fake news, com muita mamata do Estado, com investimento profundo em ignorância. Como debater com quem não tem escrúpulo, não tem limites, não tem ética?

É um jogo desigual pois os fascistas, ultradireitistas, não seguem a regra do jogo, que é a Constituição. Inventam até uma subleitura vulgar do artigo 142 da Constituição para defenderem um “ golpe constitucional “. Calhordas e cínicos. Para estes a saída é a lei. Sem excessos e preservando o devido processo legal e a ampla defesa. Mas sem perdão, indulto ou comiseração. Basta aplicar a lei aos fatos que são incontroversos. Parece simples, mas depende de todos nós democratas. Não podemos deixar só nas mãos do Judiciário, a sociedade toda tem que estar mais do que atenta, cobrando do Congresso e das instituições um firme posicionamento contra os atos golpistas. Não é em defesa só do Supremo, ou mesmo da democracia, é em defesa de cada um de nós.

Fonte: Fórum

Édipo Rei e detetive

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Vou pegar um gancho no nosso último papo – sobre “Antígona” (441 a.C.), de Sófocles (497-406 a.C.) – e falar sobre Édipo Rei (429 a.C.), outra famosa tragédia do mesmo autor.

A narrativa/mito de Édipo é bastante conhecida (e notadamente desenvolvida na psicanálise de Sigmund Freud). Filho do rei tebano Laio, Édipo, ainda bebê, foi deixado para morrer, pois o seu destino era, segundo o Oráculo de Delfos, matar o próprio pai e desposar a mãe. Mas é salvo por um pastor. Já adulto, entre Corinto e Tebas, mata um velho homem. Chega a Tebas. Responde a um enigma proposto pela Esfinge. Salva a cidade. É feito rei, casando com Jocasta, sua mãe e viúva de Laio, assassinado misteriosamente.

Anos após a realização da profecia, e Édipo sendo rei de Tebas, uma peste castiga a cidade. O Oráculo de Delfos, segundo consultado por Creonte (que sucederá como rei), vaticina que, para salvar Tebas do sofrimento, é necessário descobrir e punir o assassino de Laio. Édipo promete aos cidadãos da pólis encontrar e punir o homicida. E é a partir deste ponto da estória (já pedindo desculpas por algum spoiler feito), que passo a desenvolver o argumento desta crônica.

O meu mote vem de uma observação de Cristiano Otávio Paixão Araújo Pinto, no texto “O teatro e a história do direito: a experiência da tragédia grega”, constante do livro “Direito & literatura: reflexões teóricas” (Livraria do Advogado Editora, 2008), no sentido que, em “Édipo Rei”, o leitor verá a origem do dito romance policial ou detetivesco. Segundo o autor, “a busca de Édipo pelos assassinos Laio – crime que, impune, causa o mal que abate Tebas – tem todos os ingredientes de uma investigação conduzida por um detetive. Édipo procura reconstituir a verdade dos fatos, ouve testemunhas, confronta relatos, concebe e afasta hipóteses, envia mensageiros para coletar informações e reúne todos os elementos obtidos em sua busca para formar a convicção acerca da identidade dos responsáveis. Quando consegue obter a verdade, Édipo constata a existência de apenas um responsável – o próprio Édipo. Suprema manifestação da ironia trágica”.

Ademais, embora o texto “O teatro e a história do direito: a experiência da tragédia grega” não seja explicito quanto a isso, podemos também traçar, a partir de “Édipo Rei”, a origem ou o conceito de um mui específico subgênero da literatura (e docinema), a “ficção de tribunal” (“courtroom drama”), uma vez que, nas palavras do seu autor, “o diálogo em que Édipo e Tirésias se enfrentam é, nesse sentido, paradigmático. (…). No confronto entre Édipo e Creonte, a investigação é ainda mais complexa, pois envolve suspeitas acerca do interlocutor (Édipo vê indícios de conspiração no comportamento de Creonte). Como observado por Knox, a cena, ‘em sua economia metódica, assemelha-se a procedimentos típicos de uma sala de audiência’”.

Convencionalmente falando, existem os “culpados de sempre” quanto ao pioneirismo sobre o que hoje categorizamos como ficção policial/detetivesca. O inglês William Wilkie Collins (1824-1889), autor de “The Woman in White” (1860) e de “The Moonstone” (1868). O estadunidense Edgar Allan Poe (1809-1849), criador do detetive Auguste Dupin, que protagoniza “The Murders in the Rue Morgue” (1841). E o francês Émile Gaboriau (1832-1873), autor “L’Affaire Lerouge” (1866), “Le Crime d’Orcival” (1867) e do detetive-título “Monsieur Lecoq” (1869).

Acredito que a ficção de tribunal ou courtroom drama, assim como a ficção detetivesca, seja uma subdivisão do gênero ficção jurídica (embora essa questão de gêneros e subgêneros na literatura seja deveras polêmica). Como “courtroom dramas” podemos classificar os romances/peças/filmes cujas estórias se passam perante uma corte de justiça em funcionamento, com seus atores (advogados, promotores, juízes etc.) realizando suas performáticas peripécias jurídicas. Em regra, há um pano de fundo filosófico na tensão entre a falibilidade do sistema (ou da “justiça humana”) e a descoberta do que é averdadeira Justiça. Dem diante, as coisas variam bastante. E enredo pode até focar na figura de um rei/juiz/detetive/culpado, como é o caso, poeticamente, de “Édipo Rei”.

Bom, sou chegado a convenções. Vou colocar “Édipo Rei” não como um fundador, mas como um precursor dos romances policiais. Um vanguardista, um inspirador. E vou também classificá-lo no subgênero da ficção de tribunal. A sua trama no “palco” da justiça me encanta muito mais de que qualquer audiência numa “sala” de justiça. Sófocles e “Édipo Rei”, nos comovendo e inspirando há séculos, cada vez mais cumprem osseus destinos.  

 

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República

Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Magia e encantamento do operário

 

Com apenas seis meses, o governo Lula já começa a mostrar a que veio. A inflação despencou , a economia cresceu e o respeito internacional voltou. Ainda temos os juros a nos aporrinhar , herança maldita, mas é do jogo. O país é outro e até mesmo a reforma tributária, empacada no Congresso há  décadas, conseguiu passar na Câmara. Com todas as dificuldades naturais de um governo formado por um leque mais amplo do que o desejado, única maneira de derrotar o Presidente fascista que tentava a reeleição, o governo vai conseguindo se firmar e ocupar os espaços possíveis.

 

Claro que, neste primeiro momento, é muito difícil a composição. São muitos os interesses que rondam o poder, ávidos para participar da partilha. Democracia é isso mesmo. Até os que foram derrotados, mas ajudam agora na governabilidade, colocam-se na disputa ferrenha por cargos e verbas. Alguns são verdadeiros camaleões e, mal tiraram a camisa escrota do bolsonarismo, já se sentam na janela e dão palpites na divisão da Esplanada.

O Presidente Lula terá que exercer, com maestria, o seu conhecido poder de persuasão e de certo encantamento, quase magia. Um operário que veio do Nordeste, fugindo da fome, e se tornou o maior líder político do mundo civilizado sabe, certamente, o que deve ser feito. Com paciência e sabedoria para sentar-se à mesa com as mais diversas tribos, o Brasil vai se firmando e enfrentando o caos deixado pela desastrada, corrupta e incompetente administração do Bolsonaro.

Mas o governo, qualquer um, ainda que fatiado, às vezes exageradamente, tem que ter cara. Algumas políticas públicas devem expressar a marca que levou milhões de pessoas sérias e com forte formação humanista a enfrentarem a barbárie bolsonarista nas ruas e nas urnas. Se Lula perder o controle da saúde, da educação, da economia, da segurança e do combate à fome e à miséria, o Brasil não avançará e o retrocesso civilizatório será inevitável.

A maioria dos adesistas quer cargo e dinheiro. O governo tem uma capilaridade que permite jogar carne fresca a esses grupos. Só tem que cuidar para que haja um controle ético e político nesse festival. Estamos saindo de uma política de terra arrasada, na qual um bando sem escrúpulos saqueou o país. E, o pior, implantou e fomentou o germe do fascismo, cultuando o ódio, a violência e a mentira. Sem nenhum pudor, estupraram a nação. Saber disso nos dá a noção das dificuldades pelas quais o governo Lula passa. Derrotar o fascismo, sentado em um cofre de dinheiro sem fundo, foi uma tarefa que apenas o Lula seria capaz.

Agora, é hora de avançar com governabilidade, cedendo apenas no que for inevitável para não deixar o fascismo voltar. Mas, com os olhos voltados para um Brasil que merece ser novamente sujeito da sua história. Afastar as nuvens tóxicas e densas que impregnavam nosso ar e voltar a respirar ares democráticos. Com quatro anos tendo o essencial nas mãos, as próximas eleições serão mais leves. A reeleição é sempre mais segura e não precisaremos daquele esforço hercúleo. E será possível ter um grupo mais coeso que represente aquilo que sonhamos e que o povo brasileiro merece. Aí é só torcer, até rezar, pela saúde e disposição do Lula para que o país possa voltar a ser mais igual, mais justo e mais humano. Nosso.

Lembrando-nos de Maya Angelou:

“Você pode me fuzilar com suas palavras,
E me cortar com o seu olhar
Você pode me matar com o seu ódio,
Mas assim, como o ar, eu vou me levantar.” 

 

Fonte: ig último segundo

Enfermeiros de São Gonçalo do Amarante suspendem a paralização a partir de hoje e voltam ao trabalho

Servidores da enfermagem ligados a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo do Amarante resolveram suspender a paralização a partir de hoje. Todos voltaram as atividades de acordo com a escala de serviço divulgada pela Secretaria, a decisão foi acordada pelo Sindicato da categoria.
O pleito que foi pauta da discussão junto ao Gabinete Civil, coordenado pelo secretário Abel Neto não atingiu os pleitos dos enfermeiros, mesmo confiante que o dialogo e a atuação conjunta com a comissão de servidores, será possível encontrar caminhos que beneficiem os profissionais de saúde do município.
O pleito da categoria será encaminhado e analisado em comum acordo com a administração municipal, com referencia a questão financeira será analisada para uma solução sustentável com possiblidade se ser implementadas

Documentário mostra assédio no início da carreira de Xuxa: ‘Falavam ‘garota de programa’. Vinham a ponto de me dar a mão com um bolo de dinheiro’

'Os fãs vão me descobrir como eu me descobri', diz Xuxa sobre documentário

Sessenta anos de vida, 40 de carreira em cinco episódios com depoimentos exclusivos e reencontros marcantes. ‘Xuxa, o documentário’ do Globoplay contra a trajetória da Rainha de muitas gerações de baixinhos. Seus amores, perdas, traumas, decepções e o sucesso que atravessou as fronteiras do Brasil e ganhou o mundo.

Neste episódio do podcast ‘Isso é Fantástico’, Renata Capucci recebe a apresentadora XuxaMeneghel, que fala sobre a construção do documentário que vai narrar a trajetória da Rainha dos Baixinhos. Ouça trechos inéditos da entrevista ao Fantástico.

A apresentadora falou sobre o assédio no início da carreira:

“Na época eles falavam realmente “garota de programa”, né? Então, eles vinham a ponto de me dar a mão com um bolo de dinheiro, assim, dizendo, sabe?”.

 

Com suas marcas de sempre, Xuxa fala com muita sinceridade e gratidão aos fãs.

Fonte: G1

A solução de Antígona

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Como dito no nosso último encontro, quando já tratamos de Sófocles (497-406 a.C.) e da sua “Antígona” (441 a.C.), nesta peça, em meio à guerra entre Tebas e Argos, a personagem-título, filha do incesto entre Édipo e Jocasta, opõe-se à proibição do rei de Tebas, Creonte, de enterrar o seu irmão Polinices, considerado um traidor da pólis tebana. Alegando um direito natural, ela dá exéquias ao irmão. E é condenada à morte, “enterrada” viva em uma caverna/túmulo. A partir daí, justa ou injustamente, mil tragédias se sucedem, até que se cumpram os “destinos de todos.

Segundo registra Cristiano Otávio Paixão Araújo Pinto, no texto “O teatro e a história do direito: a experiência da tragédia grega”, constante do livro “Direito & literatura: reflexões teóricas” (Livraria do Advogado Editora, 2008): “Não é de se surpreender que a decisão em torno do que é justo ou injustoesteja no centro da trama – e, principalmente, constitua o maior problema a ser resolvido no palco, conforme as opções adotadas pelos personagens. O citado autor chama atenção para “odiálogo entre Antígona e Creonte acerca do sepultamento conforme os ritos da religião da pólis tebana. Creonte afirma que Polinices atentou contra a cidade, portanto não pode ser sepultado conforme o ritual praticado na pólis. Antígona replica, lembrando que o poder do soberano – rei da cidade – encontra limites. O diálogo se inicia com o debate em torno dessa questão, pois Antígona desobedecera ao comando de Creonte. A longa digressão de Antígona acerca da Justiça é uma das passagens mais marcantes da literatura antiga”. Bela página, é vero.

Vejamos esse e outros trechos da peça, na tradução de Millôr Fernandes (Editora Paz e Terra, 1996), que militam em favor da solução de Antígona para o dilema entre o direito natural e o direito positivo: “Dizem que a justiça é lenta, mas não existe nada mais veloz do que a injustiça”; “A tua lei não é a lei dos deuses; apenas o capricho ocasional de um homem. Não acredito que tua proclamação tenha tal força que possa substituir as leis não escritas dos costumes e os estatutos infalíveis dos deuses. Porque essas não são leis de hoje, nem de ontem, mas de todos os tempos: ninguém sabe quando apareceram”; “Sábio é quem não se envergonha de aceitar uma verdade nova e mais sábio é o que a aceita sem hesitação. (…). Domina a tua cólera e cede no que é justo”; “Nenhum Estado pertence a um homem só. A cidade então não é de quem governa? Pensando assim serias um bom governante, mas de um deserto”; “Não deixem que meu coração fraqueje vendo a destruição que causei por não reconhecer que havia leis antes de mim”.

É verdade que a poesia de “Antígona” nos faz simpatizar com a personagemtítulo, aquela sobre quem, por ser filha de Édipo, Zeus não poupou desgraça alguma. Invoco novamente as palavras de Cristiano Pinto: “Esses versos assumiram uma dimensão simbólica única na história da civilização. Escritores e filósofos como Goethe, Hölderin, Hegel, Brecht, Heidegger, Lacan e Derrida retomaram, em diferentes épocas e contextos, o conflito entre Antígona e Creonte como exemplo vívido do dilema que norteia a busca pela justiça e pela vida em sociedade. A trama foi ainda reconfigurada e adaptada em certos períodos históricos. Consoante explicação de Carpeaux, Antígona ‘anda pelos séculos, sombra comovente, e em tempos de tirania volta ao palco para consolar-nos, fortalecer-nos pelo exemplo’”.

Todavia, vou fazer um ligeiro contraponto à solução de Antígona. Faço com base em John Finnis, autor do livro “Natural Law and Natural Rights” (1980), a quem devemos a revitalização do jusnaturalismo no mundo anglo-saxão. Um dos aspectos mais intrigantes na filosofia de Finnis trata dascondutas que devem ter as autoridades e os cidadãos em relação às leis consideradas “imorais” ou “injustas”. As autoridades, segundo Finnis, devem corrigir ou mesmo invalidar tais normas. Mas, com os cidadãos, é diferente. Em regra, eles devem cumprir as normais legais, mesmo que supostamente “injustas”, sob pena de descumprimento da própria rule of law e do enfraquecimento/deterioração do sistema legal como um todo. Só em “circunstâncias extremas”, quando a própria autoridade pública age injusta e propositalmente em desfavor do cidadão, uma desobediência civil seria permitida e mesmo recomendada.Saber que circunstâncias extremas são essas, de que lado da linha estamos pisando, eis o problema, aqui e na Tebas de“Antígona”.

Bom, se hoje cometemos erros na aplicação do direito, na Tebas de então, idem. “Um erro traz um erro”. Tragédias se sucedem. Tebas morre. Afinal, “desafiado o destino, tudo é destino”.  

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República

Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Importadora de produtos eletrônicos e líder em películas para celular contrata agência Ratts para marketing da expansão

A empresa Díon, importadora de produtos eletrônicos e acessórios para smartphones, presente em quatro estados (PE, CE, PB e RN), escolheu a agência potiguar Ratts Ratis para trabalhar o seu projeto de expansão para os demais estados da região e para todo o Brasil. A Dion entrega soluções que unem tecnologia, inovação e segurança, com destaque para a máquina recortadora de películas para celular que permite produção sob demanda, com material de alta resistência e mais de seis mil opções de cortes. Para conhecer um pouco do trabalho da Ratts Ratis, basta clicar no perfil @rattscom no Instagram e agendar uma visita.

Twitter ameaça processar Meta por plágio na criação do Threads

Twitter ameaça processar Meta por plágio na criação do Threads

Foto: reprodução

O Twitter ameaçou mover uma ação legal contra a Meta por conta da criação do aplicativo Threads, de acordo com uma carta obtida pelo site Semafor.

Na carta enviada na última 4ª feira (5.jul) pelo advogado Alex Spiro, que representa o Twitter, a Meta é acusada de usar ilegalmente os segredos comerciais da plataforma de Elon Musk e outras propriedades intelectuais ao contratar ex-funcionários do Twitter para desenvolver uma cópia do aplicativo.

Desde o lançamento do Threads na noite de 4ª feira, o novo aplicativo da Meta já acumula dezenas de milhões de usuários. O aplicativo chega em um momento em que muitos buscam alternativas no Twitter para escapar da supervisão estridente de Elon Musk sobre a plataforma desde que a adquiriu no ano passado por US$ 44 bilhões.

O porta-voz da Meta, Andy Stone, respondeu ao relatório da carta de Spiro no Threads na tarde de 5ª feira (6.jul), escrevendo: “ninguém na equipe de engenharia do Threads é um ex-funcionário do Twitter – isso simplesmente não existe”.

Na carta, Spiro disse que o Twitter “pretende fazer valer estritamente seus direitos de propriedade intelectual” ? e observou o direito da empresa de buscar recursos civis ou medidas cautelares. Ele acrescentou que a carta marcava um “aviso formal” para a Meta preservar documentos relevantes para uma possível disputa entre as empresas.

Fonte: Terra Brasil notícias 

Gabriel Monteiro foi condenado a pagar R$ 210 mil em indenizações a médicos por vídeos publicados na internet

Gabriel Monteiro foi condenado a pagar R$ 210 mil em indenizações a médicos por vídeos publicados na internet

Entre as reparações, ele terá que ressarcir um capitão do Exército em R$ 12 mil, lucro obtido com a divulgação das imagens

O processo de maior valor foi movido por um médico capitão do Exército que trabalhava em plantões na UPA de Rocha Miranda, Zona Norte do Rio. Segundo a ação, em novembro de 2021, o ex-vereador filmou o militar durante repouso e, após identificar que o profissional era das Forças Armadas, Monteiro atacou sua honra ao dizer “Mais um oficial que não representa a força Exército Brasileiro”. Naquele dia, o médico fora diagnosticado com enxaqueca, estava se sentindo mal e descansando conforme orientação de outra médica da unidade.

As imagens foram publicadas nas redes de Gabriel Monteiro, que, segundo o Google, somente no Youtube rendeu uma monetização de US$ 2.881,47 dólares (R$ 14 mil na atual cotação). A defesa do ex-vereador alegou que ele fiscaliza a UPA em exercício do seu mandato e não seria possível comprovar que o ex-policial lucrou com os vídeos.

“A manifestação do pensamento foi exercida fora dos limites constitucionais, ultrapassando o direito de crítica, estando fora de sua atividade como parlamentar, configurando-se o dano moral (…) A veiculação de notícias pela internet de forma sensacionalista, desvirtuando o direito de bem informar o público leitor, configura abuso do direito à plena liberdade de informação e do pensamento, propiciando ao ofendido pleitear reparação dos danos causados, desde que comprovado que a notícia veiculada é inverídica ou injuriosa”, escreveu a juíza Ana Paula Pontes Cardoso em sua sentença que condenou Monteiro a indenizar o médico em R$ 100 mil mais o valor ganho por ele na divulgação do vídeo.

Outros seis médicos também já venceram o ex-vereador na Justiça pelas imagens gravadas no interior das unidades de saúde. Essas outras condenações variam de R$ 12 mil a R$ 30 mil. Dois processos também já foram apreciados em 2ª instância após recursos de Gabriel Monteiro e as decisões foram mantidas pelos desembargadores. Procurada, a defesa do ex-policial não retornou os contatos.

Gabriel Monteiro está preso desde novembro de 2022. De acordo com o Ministério Público, o ex-PM forçou a jovem a manter relações com ele após a inauguração de uma casa noturna, em 15 de julho do ano passado, na Barra da Tijuca. Nesse processo, Gabriel teve a prisão preventiva decretada no início de novembro do ano passado. Monteiro também é réu em pelo menos mais três processos que tramitam em sigilo de Justiça. Neles, as acusações são de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica, coação à testemunha e filmagens de relações sexuais com uma adolescente de 15 anos.

Fonte: O Globo

Papa Francisco nomeia Dom João Santos Cardoso como o novo arcebispo metropolitano de Natal

O Papa Francisco nomeou hoje o novo arcebispo metropolitano de Natal. É o atual bispo de Bom Jesus da Lapa (BA), Dom João Santos Cardoso; Ele é natural de Dário Meira (BA), nascido em 3 de dezembro de 1961. Foi bispo de São Raimundo Nonato (PI), entre 2012 e 2015, nomeado pelo Papa Bento XVI. Em 24 de junho de 2015, o Papa Francisco o nomeou como bispo de Bom Jesus da Lapa, na Bahia.
A formação de dom João foi iniciada em sua cidade natal. Ele concluiu o bacharelado em Filosofia no Seminário Maior do Nordeste de Minas, em Teófilo Otoni (MG). Já o bacharelado em Teologia foi concluído no Instituto de Ilheus (BA). É licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Assunção, em São Paulo (SP), e mestre e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Foi ordenado presbítero em 27 de dezembro de 1986, em Vitória da Conquista (BA). Antes do episcopado, desempenhou diversas funções, como coordenador geral de pastorais da arquidiocese de Vitória da Conquista; diretor acadêmico e professor do Instituto de Filosofia da arquidiocese e professor na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
Em 14 de dezembro de 2011, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo de São Raimundo Nonato, tomando posse em 17 de março de 2012. Como lema episcopal, escolheu a frase latina “In Eo Qui Me Confortat” (Naquele que me fortalece). Em 24 de junho de 2015, o Papa Francisco o nomeou bispo da diocese de Bom Jesus da Lapa. A posse foi no dia 25 de setembro de 2015. Dom João foi presidente do Regional Nordeste 3 da CNBB entre 2019 e 2023.